Olá! Hoje, dando continuidade ao último artigo da série Analisamos o Programa Detalhado da CPA-10 da ANBIMA, (leia a parte 1 deste artigo aqui) iremos falar sobre os Instrumentos de Renda Fixa emitidos por empresas e instituições financeira, ou seja, os títulos privados. Quando abordamos os títulos públicos federais, falamos que o emissor de tais títulos é o Governo Federal, por meio do Tesouro Nacional e que o risco de crédito daqueles títulos é o menor de todos, o risco absoluto. Da mesma forma, o risco de crédito nos ativos privados está relacionado ao seu emissor, mas sempre será superior ao risco de crédito dos títulos públicos, assim, devem pagar mais rentabilidade para que os investidores aceitem correr mais risco.

Para ler os demais artigos desta série – Analisamos o Programa Detalhado da Prova de CPA-10 por Grande Tema:

Os títulos privados podem ser de vários diferentes tipos, de acordo com o emissor do título, o destino dos recursos captados, o tipo de remuneração, o prazo e a forma de resgate. Como veremos, a tributação mantém as mesmas características da aplicável aos títulos públicos federais. A seguir, conheceremos as informações sobre os títulos cobrados na prova de CPA-10.

Imagem de mãos femininas desenhando um cifrão em um caderno, com um ramo de folhas e uma xícara ao lado,

Conheça os principais instrumentos de Renda Fixa Privados cobrados na prova de CPA-10

O que você precisa saber sobre Cédula de Depósito Bancário – CDB para a CPA-10

As Cédulas de Depósito Bancário, ou CDB, como são conhecidas, são instrumentos de Renda Fixa privados, emitidos por Instituições Financeiras, como os bancos comerciais e múltiplos, que operam com conta-corrente e empréstimos. Este tipo de instrumento representa o processo de intermediação financeira (já falamos sobre esse assunto aqui ) mais tradicional: os recursos investidos pelos clientes nos CDB são utilizados para financiar os clientes que necessitam de reservas financeiras e o banco é remunerado pela diferença entre as taxas pagas para os investidores e as taxas cobradas dos devedores, o chamado spread bancário.

Os CDB variam em prazo, que pode variar entre 1 dia, no caso de títulos com liquidez diária, ou seja, que permitem o resgate a qualquer tempo, até prazos mais longos, como 360 dias, sem a possibilidade de resgate antes do prazo contratado.

Outra das principais características do CDB é a sua forma de remuneração:

pós-fixada: a remuneração acompanha um índice específico, definido no momento da aquisição, que pode ser TR, CDI e SELIC, sobre os quais falamos neste texto aqui (link para texto sobre economia e finanças), geralmente expressos de forma percentual, como, por exemplo, 95% do CDI e o investidor só conhece a remuneração efetiva quando resgata os recursos. Este tipo de remuneração é indicada quando há perspectivas de valorização do índice a que estão indexados – se há a expectativa de aumento da SELIC no prazo do CDB, por exemplo, é indicado adquirir o título com remuneração pós-fixada.

pré-fixada: neste caso, a remuneração é apresentada ao investidor no momento da aquisição. em forma de uma taxa percentual, definida pelo banco e que geralmente guarda relação com a liquidez, o prazo que os recursos deverão ficar investidos e, geralmente, quanto menor a liquidez, menor a rentabilidade oferecida ao investidor. O CDB pré-fixado é mais indicado para investidores que desejam conhecer previamente a taxa de remuneração e em cenários em que há tendência de queda nas taxas de juros, como a SELIC e o CDI. Mas já adianto em dizer que os bancos costumam estar atentos a estes cenários e as taxas já preveem essas expectativas na definição da taxa no momento de aquisição!

Além desses tipos de remuneração, existem títulos indexados à inflação, mas esses não são cobrados na prova, portanto, neste momento, você não precisa se preocupar com eles.

Já que falamos de liquidez aí em cima, vamos falar dos principais riscos que os CDB correm: o risco de crédito, sobre o qual falamos lá em cima neste texto, e que está ligado à capacidade de pagamento do banco emissor do CDB e que acompanha a mesma lógica que sempre reforçamos: quanto maior o risco, maior a rentabilidade esperada. A minimização do risco de crédito vem por meio do Fundo Garantidor de Crédito, ou FGC. O FGC garante os recursos dos clientes investidos em CDB até o limite de R$ 1.000.000,00 por CPF e R$ 250.000,00 por instituição financeira, pelo período de 4 anos. A título de exemplo, vamos pensar em um investidor que possui R$ 1.000.000,00 investidos em CDB. Para ter direito à cobertura total pelo fundo, esses recursos deveriam estar divididos entre, no mínimo, 4 instituições financeiras, com no máximo R$ 250.000,00 em cada. Em caso de insolvência de todas as instituições, algo muito raro de acontecer, o cliente estaria completamente isento do risco de crédito. Porém, se em uma instituição o cliente possuísse R$ 300.000,00, por exemplo, os R$ 50.000,00 superiores ao limite de R$ 250.000,00 por instituição seriam afetados, sem cobertura pelo FGC. Além disso, existe o limite por prazo, assim, um investidor que teve uma cobertura de R$ 200.000,00, por exemplo, passa a contar com R$ 800.000,00 de cobertura pelos próximos 4 anos. Esse limite é zerado a cada 4 anos, contados da data do evento de insolvência que gerou a cobertura para o cliente.

Apesar de possuírem relativamente  risco de mercado menor que outros tipos de investimentos, como ações, alterações no cenário macroeconômico podem ocasionar variações nos índices, impactando a rentabilidade para o investidor. Além disso, devido a suas características, o risco de liquidez dos CDB deve ser considerado, já que afeta a remuneração, como vimos anteriormente, e o prazo em que os recursos do cliente não podem ser resgatados. Ou seja, apesar de contarem, geralmente, com rentabilidades maiores para o investidor, é necessário considerar a necessidade de disponibilidade financeira, já que resgates antecipados podem gerar impacto para a rentabilidade ou não serem permitidos, penalizando o cliente.

imagem de um caderno azul com números decimais escritos em branco, ao lado de um notebook e de uma caneta, sobre mesa de madeira, representando a decisão de investir em CDB.

Os CDB de grandes bancos são um dos principais instrumentos de investimento dos brasileiros que querem ir além da poupança.

O que você precisa saber sobre Letra de Crédito Imobiliário – LCI e Letra de Crédito Agrário – LCA para a CPA-10

Assim como ocorre com os CDB, as Letras de Crédito são emitidas pelos bancos comerciais ou múltiplos, e possuem como lastros operações de crédito específicas – imobiliárias, no caso das LCI, e agrárias, no caso das LCA. É importante compreender que, ao adquirir uma LCI ou uma LCA, o cliente não adquire a dívida específica de um cliente, ele fornece recursos que o banco utilizará para financiar a habitação ou a safra agrícola de outro cliente, por exemplo, mas o risco de crédito continua sendo o do banco emissor. Da mesma maneira que ocorre com CDB, as LCI e LCA possuem garantia do FGC, até o limite de R$ 250.000,00 por banco emissor, reduzindo o risco de crédito do cliente ao que exceder esse limite. Da mesma forma, as LCI e LCA estão expostas ao risco de liquidez, de acordo com a disponibilidade de resgates e a necessidade financeira do investidor.

A principal vantagem da LCI e da LCA é a isenção de imposto de renda para investidores pessoa física. Apesar de haver tributação para pessoa jurídica, a vantagem tributária concedida às pessoas físicas que investem em LCI torna o produto extremamente atraente para este tipo de investidor, já que a tributação nos demais títulos semelhantes pode chegar a 22,5%, como veremos mais para frente neste artigo, impactando no ganho final do cliente. Para as duas, há incidência de IOF, entretanto, prazos de resgate que se encaixam nessa cobrança são raros.

Imagem de pilhas de dinheiro crescendo, representando a oportunidade de investimento com isenção de imposto de renda em LCI e LCA.

LCI e LCA têm isenção de imposto de renda para Pessoas Físicas!

O que você precisa saber sobre Debêntures e Debêntures Incentivadas para a CPA-10

As debêntures são títulos emitidos por empresas, tanto companhias de capital aberto quanto de capital fechado, e são utilizadas para financiamento a médio e longo prazos.  A emissão de debêntures é regulada e fiscalizada pela CVM e deve obedecer a diversas regras por ela instituídas, como a necessidade de registro da oferta, por exemplo.

Como já falamos anteriormente, o principal risco incorrido por instrumentos de renda fixa é o risco de crédito que, no caso das debêntures, é o risco da empresa emissora. O risco das empresas e das debêntures é avaliado por agências de risco ou agências de rating, que atribuem notas referentes ao risco de crédito para essas operações. Quanto maior o risco de crédito, maior costuma ser a remuneração oferecida ao investidor. Diferentemente do que ocorre com os CDB, as LCI e as LCA, as debêntures não contam com garantia do FGC. Inclusive, muitas vezes, as debêntures não contam com nenhum mecanismo de redução do risco de crédito. No entanto, os debenturistas (investidores detentores de debêntures) contam com prioridade no recebimento de créditos em caso de insolvência da empresa emissora do título, de acordo com o tipo de garantia oferecido pela debênture, que pode ser desde debêntures subordinadas, que não contam com qualquer prioridade, sendo pagas, inclusive, depois do pagamento dos acionistas da empresa e, por isso, oferecem as maiores rentabilidades, até as debêntures com garantia real, que são garantidas por bens da empresa, que podem ser leiloados para pagamento aos credores, por exemplo.

Quanto ao risco de liquidez, este está atrelado ao prazo da debênture, que costuma ser mais longo que de outros ativos, já que os recursos são utilizados em financiamentos de médio e longo prazo – quanto mais longo o prazo, maior o risco de liquidez e, consequentemente, maior a rentabilidade a ser oferecida ao cliente.

Como ocorre com qualquer investimento financeiro, é extremamente importante que o cliente saiba tipo de debênture e o prazo de investimento sejam condizentes com os objetivos e disponibilidade do investidor.

Falando em remuneração, as debêntures têm as taxas pactuadas no momento da aquisição pelo investidor. Ela pode pagar juros periódicos (semestrais, por exemplo) e contam com a possibilidade de amortização, ou seja, da empresa quitar previamente a sua dívida.

Assim como os demais instrumentos de renda fixa, as debêntures são tributadas pela alíquota regressiva do imposto de renda, de acordo com o prazo de manutenção do ativo. Como possuem prazos mais longos, geralmente superiores a 5 anos, a maioria dos investidores acabam sendo tributados pela alíquota de 15% sobre a rentabilidade. No entanto, os juros periódicos são tributados de acordo com a alíquota correspondente ao período em que foram pagos, como, por exemplo, o cupom pago 6 meses após a aplicação será tributado à alíquota de 22,5%.

A exceção são as debêntures incentivadas contam com isenção de imposto de renda para pessoas físicas. Essas debêntures são emitidas para financiar projetos de infraestrutura das empresas e, por este motivo, possuem o incentivo do Governo Federal e são uma ótima oportunidade de investimento para quem busca rentabilidade real positiva, ou seja, superior à inflação, pois são remuneradas pelo IPCA + juros. Entretanto, cabe lembrar que o risco de mercado, nesses casos, é maior, como vimos no artigo anterior desta série, caso o cliente precise se desfazer do título antes do prazo de vencimento.

Imagem de uma grande cidade representando investimentos em infraestrutura - debêntures - cpa-10

Debêntures incentivadas são uma forma barata de captar recursos para investimento em infraestrutura

O que você precisa saber sobre Poupança para a CPA-10

O mais tradicional e popular dos investimentos entre os brasileiros, a poupança costuma ser a primeira opção de investimento para a maioria das pessoas, principalmente devido à sua simplicidade – a remuneração é conhecida, assim como o prazo de resgate, segura e isenta de imposto de renda e IOF para investidores pessoa física. Os recursos aplicados na poupança são utilizados pelos bancos para financiamento, especialmente habitacional, dentro do Sistema Financeiro Habitacional – SFH.

O risco de crédito da poupança é extremamente reduzido, assim como o risco de mercado,  além de contar com garantia do FGC. Já o risco de liquidez é algo que a maioria dos investidores ignoram: a poupança possui carência de 30 dias para que o investidor tenha acesso à rentabilidade, é o famoso aniversário da poupança, que determina a data em que o investidor pode resgatar a remuneração da sua aplicação. Apesar de ser um prazo bastante curto, é importante tê-lo em mente quando se considera investir na poupança.

A forma de remuneração da poupança foi alterada em maio/2012. Todos os investimentos realizados na poupança após essa data podem ter dois tipos de rentabilidade, dependendo da taxa SELIC:

  • Se a taxa SELIC é igual ou inferior a 8,5%, a remuneração é de 70% da taxa SELIC; ou
  • Se a taxa SELIC é superior a 8,5%, a remuneração é de TR + 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Esta é a remuneração aplicável aos investimentos em poupança anteriores a maio/2012.

De qualquer maneira, podemos perceber que a rentabilidade da poupança é inferior à da maioria dos investimentos e, na imensa maioria dos cenários, é inferior à inflação. Portanto, o maior risco da poupança é o de deixar de ganhar dinheiro!

Imagem de papeis com gráficos e relatórios que representam a decisão de investir em poupança

Apesar de tradicional, os investimentos da poupança raramente conseguem superar a inflação!

O que você precisa saber sobre Operações Compromissadas para a CPA-10

As operações compromissadas são um tipo de instrumento de renda fixa obscuro: muitos ouviram falar sobre, mas poucos conseguem explicar claramente o que elas são. Bom, vou dar o meu melhor: as operações compromissadas são um compromisso duplo entre um vendedor e um comprador de um ativo financeiro, em que eles prometem inverter os papéis após o prazo acordado, gerando rentabilidade. Uma operação compromissada é uma operação em que uma parte vende um título e promete recomprá-lo em uma data específica, pagando um preço específico. A outra parte, por sua vez, compra o título e promete vendê-lo de volta ao vendedor original, pelo preço que acordaram. A remuneração da operação pode ser pós-fixada, no caso de ser atrelada a um índice, como a SELIC e a DI, ou pré-fixada, definida no momento da execução da operação.

As operações compromissadas são realizadas, obrigatoriamente, com títulos públicos federais, CDB, LCI, Debêntures ou CRI, e uma das partes deve ser, obrigatoriamente, um banco ou corretora e são usadas prioritariamente, pelos bancos. Isso acontece pois os bancos precisam “saldar o caixa” diariamente, ou seja, não pode sobrar nem faltar recursos. Assim, para gerar caixa de maneira barata, o banco “empresta” seus títulos para empresas ou outros bancos que também necessitam equilibrar seus caixas e possuem recursos excedentes.

Acredito que a maior dificuldade com as operações compromissadas são o fato delas não serem utilizadas por investidores comuns, no dia-a-dia. Entretanto, este instrumento é bastante usado por empresas, principalmente, vinculadas a entes públicos, que possuem obrigações de investimento a serem cumpridas e essa é a alternativa de investimento com maior liquidez. Um exemplo são os recursos recebidos do Governo Federal pelos municípios, para investimento em educação. Estes recursos devem permanecer aplicados enquanto não estão sendo utilizados, para não gerar perda de poder de compra. Entretanto, muitos projetos possuem custos mensais e, portanto, a liquidez do investimento deve ser maior para permitir a quitação de compromissos mensais. Nesse caso, as operações compromissadas são uma excelente opção, pois a prefeitura pode manter os recursos investidos sabendo com precisão a taxa de remuneração e a data de recompra, permitindo um melhor gerenciamento dos recursos!

Imagem de prédios com faixada espelhada representando as empresas, principalmente públicas, que buscam investir em operações compromissadas.

Operações Compromissadas são instrumentos utilizados por empresas, principalmente públicas.

O que você precisa saber sobre Tributação de Instrumentos de Renda Fixa para a CPA-10

Outro fator a ser considerado na aquisição dos títulos de renda fixa privados é a tributação, que, com exceção de Poupança, LCI, LCA e Debêntures Incentivadas, isentos de tributação para pessoas físicas. Assim como acontece com os títulos públicos federais, de modo a favorecer os investimentos de longo prazo, a tributação é decrescente em função do prazo de aplicação. Sobre o rendimento auferido pelo investidor, incide IOF nos resgates efetuados nos primeiros 30 dias após a aquisição do título. Além do IOF, também incide IR sobre os rendimentos, conforme tabela de prazo de aplicação abaixo:

Infográfico: Tributação Imposto de Renda - Renda Fixa - CPA-10

Infográfico: Tabela Regressiva do Imposto de Renda – Renda Fixa – CPA-10

Explicamos a forma de tributação dos instrumentos de renda fixa no artigo sobre títulos públicos federais que publicamos aqui.

Bom, acho que este assunto rendeu bastante! Foram muitos conceitos e informações abordadas! Mas não se preocupe que na parte 3 (e última!) deste artigo falaremos sobre Instrumentos de Renda Variável e Clubes de Investimento!

Por hoje é só, pessoal!

Até já!

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Olá, Pessoal! Estamos de volta à nossa análise do Programa Detalhado da Prova de CPA-10 da ANBIMA! No último artigo, analisamos o grande tema Princípios de Investimento. Pela ordem proposta no Programa Detalhado, o próximo tópico seria Fundos de Investimento, mas, preferi inverter um pouco a ordem e deixar esse assunto para o último artigo da série e explico o porquê: o assunto fundos de investimento envolve vários conceitos abordados em outros grandes temas como, por exemplo, características definidas a partir dos ativos que compõem as carteiras, que são instrumentos de renda fixa e de renda variável, além de conceitos como risco, rentabilidade, marcação a mercado e análise de perfil do investidor. Como já abordamos os últimos em outros artigos da série, optei por abordar os instrumentos de renda fixa e de renda variável nos próximos artigos desta série! Sim, você leu direito: próximos artigos! Como este assunto é bastante denso, dividiremos a análise deste grande tema em três partes:

Parte 1: Instrumentos de Renda Fixa –  Títulos Públicos Federais

Parte 2: Instrumentos de Renda Fixa – Títulos Privados

Parte 3: Instrumentos de Renda Variável – Ações e Clubes de Investimento

Nos artigos anteriores, abordamos princípios e conceitos básicos sobre finanças, economia, investimentos e mercado financeiro. Neste artigo, damos início aos instrumentos de investimento propriamente ditos, ou seja, os produtos que são efetivamente vendidos aos clientes nas agências bancárias. Por este motivo, além de informações super importantes para quem vai prestar a prova de certificação, este assunto também é interessante para quem está planejando ou começando a investir seus recursos!

De acordo com o Programa Detalhado da prova de CPA-10, o Grande Tema Instrumentos de Renda Variável e de Renda Fixa, de 15% a 25% da prova, isto é, 10 a 11 questões, em média, são referentes a este grande tema (veja como houve um aumento considerável de participação no tema em relação aos temas anteriores, que eram mais básicos). Por ser um assunto relativamente complexo e com muitas informações para serem compreendidas e fixadas, recomendamos que você dedique 8 horas ao estudo dos Instrumentos de Renda Fixa e de Renda Variável.

infográfico com as informações de participação na prova, tempo de estudos e conceitos a serem estudos para a prova de CPA-10

Infográfico – Instrumentos de Renda Variável e Renda Fixa – Prova CPA-10

Instrumentos de Renda Fixa na Prova de CPA-10

Para a prova de CPA-10, em primeiro lugar, precisamos compreender o que é um Instrumento de Renda Fixa. O nome renda fixa, muitas vezes, acaba por confundir profissionais e investidores, que acabam por inferir, a partir do nome, que trata-se de um título com garantias e sem nenhuma possibilidade de perda. Ledo engano. Apesar de serem relativamente mais “seguros” que outros tipos de investimento, os instrumentos de renda fixa também possuem riscos, como todos os tipos de investimento.

O mais importante é compreender o que é um instrumento de investimento de renda fixa: um empréstimo. Sim, quando o investidor aplica seu dinheiro em um instrumento de renda fixa, ele está emprestando seu dinheiro para o emissor do título (lembra do princípio de intermediação financeira sobre o qual falamos neste artigo?), que retribuirá com a devolução dos valores emprestados corrigidos por juros.

foto de um aperto de mãos sobre uma mesa com laptop e documentos, representando um acordo

Instrumentos de Renda Fixa representam uma relação de “empréstimo” entre o investidor e o emissor

Lembre-se, portanto, um instrumento de RENDA FIXA é um ativo financeiro que representa a dívida que o emissor tem com o investidor e, portanto, o principal risco incorrido por este tipo de ativo é o risco de crédito.

Os instrumentos de renda fixa variam de acordo com o emissor, o prazo, o tipo de remuneração, os riscos e as garantias que ele possui, como veremos a seguir, e é isso o mais importante para a prova de CPA-10!

Títulos Públicos Federais

Como o próprio nome já entrega, os Títulos Públicos Federais são instrumentos de renda fixa, emitidos pelo Governo Federal, por meio do Tesouro Nacional, e geridos pelo Banco Central, responsável pela realização dos leilões de títulos no mercado primário (leia informações atualizadas sobre a estratégia do Tesouro Nacional para a oferta de títulos públicos federais no mercado primário aqui). Os títulos também são negociados aos investidores em geral no mercado secundário, representado pelo Tesouro Direto, por exemplo.

A esta altura você já deve ter ligado os pontos e percebido que ao adquirir um título público, o investidor está emprestando dinheiro para o Governo Federal, quer dizer, financiando ou refinanciando as despesas do Governo.

Tesouro Direto: é a plataforma de negociação de títulos públicos federais, desenvolvida em parceria pelo Governo Federal e a BM&FBovespa. É utilizado para a intermediação dos títulos públicos federais aos investidores pessoa física, por meio de um agente de custódia, que pode ser uma corretora ou uma instituição financeira (banco múltiplo ou de investimento). É possível investir a partir de R$ 30,00, adquirindo frações de um título. A negociação acontece em ambiente 100% online e é necessário possuir CPF tanto para acessar o sistema, quanto para abrir a conta no agente de custódia, que será responsável por cadastrar seus dados no Tesouro Direto e por intermediar suas operações. Você pode consultar suas operações 24 horas por dia, mas apenas pode emitir ordens de compra e venda dos ativos em dias úteis, das 09:30h às 18:00h, que serão liquidadas pelos preços e taxas disponíveis no momento de transação. Movimentações realizadas desse horário e/ou em dias não-úteis, são permitidas, mas serão liquidadas pelo preço/taxa de abertura do mercado no primeiro dia útil seguinte à emissão da ordem. Para a utilização do Tesouro Direto, você paga uma taxa sobre o valor investido à BMF&Bovespa pela custódia do título e uma taxa de corretagem, que varia de acordo com o agente de custódia escolhido. O prazo de disponibilização dos valores ao investidor também varia de acordo com o agente.

Esquema – investimento no Tesouro Direto – fonte: http://www.tesouro.gov.br/

Quando olhamos pelo viés do risco de crédito, podemos considerar que o Governo Federal é o melhor pagador do sistema financeiro brasileiro, pois há um conjunto de leis e tratados internacionais, que aplicam punições, inclusive sanções econômicas, a governos que deixem de honrar sua dívida. Além disso, o Governo possui o poder tributário: em caso de impossibilidade de honrar seus pagamentos, o governo pode elevar tributos para cobrir os déficits, priorizando o pagamento de suas dívidas. Isso significa que, na esfera nacional, o Governo Federal representa Risco de Crédito quase zero, praticamente, uma garantia de pagamento – o site do Tesouro Nacional, inclusive usa a expressão “conta com garantia do Tesouro Nacional”. Por este motivo, as taxas praticadas para os títulos públicos servem como balizador para as demais taxas praticadas no mercado de renda fixa, proporcionalmente ao risco dos instrumentos.

Por essas características e pela existência de mercado primário e secundário, os títulos públicos federais possuem boa liquidez, porém, em casos de papéis muito longos, em que o risco aumenta consideravelmente, ou com indexação pré-definida, como veremos a seguir, pode haver volatilidade dos preços, reduzindo, portanto, a liquidez dos títulos.

E já que tocamos nesse assunto, os títulos públicos têm sua forma de remuneração definida de acordo com o tipo de título (calma que vamos falar disso aqui embaixo), podendo ser pós-fixada, quando a remuneração acompanha um determinado índice, ou pré-fixada, quando a taxa é definida no momento da compra.

O risco de mercado dos títulos públicos está diretamente relacionado às formas de remuneração pré-fixadas, já que, via de regra, ativos de renda fixa não possuem risco de mercado, que está relacionado a oscilações no preço dos ativos. Mas não se assuste com essa contradição, ainda, que falaremos mais sobre esse assunto aqui embaixo!

LETRA FINANCEIRA DO TESOURO – LFT

Remuneração: pós-fixada (SELIC)

Valor de aquisição: pode ser realizada com ágio (mais que o valor nominal do título) ou deságio (abaixo do valor nominal)

Valor de liquidação: valor nominal  + remuneração pela taxa SELIC, pagos no vencimento do título

Cenário: por acompanhar a taxa SELIC, a LFT é indicada para clientes conservadores e para aqueles que acreditam que as taxas de juros irão subir no período de manutenção do título.

Fluxo de Pagamentos da LFT - Títulos Públicos Federais - CPA-10

Fluxo de Pagamentos da LFT 

LETRA DO TESOURO NACIONAL – LTN

Remuneração: pré-fixada

Preço unitário (PU): valor de face descontado pela taxa acordada (inferior ao valor de face)

Valor de face (resgate): R$ 1.000,00

Cenário: por se tratar de um título pré-fixado, a taxa de remuneração é definida no momento da aquisição do título, sob a forma de desconto sobre o valor de face. Por exemplo, no caso de uma LTN negociada por uma taxa de 10% no período, o PU (valor de aquisição) será o valor de face descontados os 10% da remuneração, ou seja, R$ 900,00. Ao fim do período, o investidor resgatará o título pelo valor de R$ 1.000,00, efetivando a rentabilidade de 10%. Veja que, caso o investidor opte por se desfazer do título antes do vencimento, a taxa de juros aplicável ao título será aquela que estiver em prática no momento da venda. No nosso exemplo, vamos supor que o investidor decidiu se desfazer do título, adquirido por uma taxa de 10% de juros, antes do vencimento. Porém, ao ofertar o título no mercado, percebeu que a taxa de juros atualmente praticada, devido a mudanças na expectativa das taxas de juros no momento do vencimento, é de 8,5% e não mais os 10% que ele havia negociado. Isso significa que o título que ele comprou por R$ 900,00, buscando receber R$ 1.000,00 no vencimento, hoje é negociado a R$ 915,00, portanto, um cenário positivo para o investidor que busca se desfazer do título. Entretanto, caso a taxa de juros praticada pelo mercado fosse de 15%, significa que o mesmo título seria negociado no mercado por R$ 850,00, configurando um cenário negativo para o investidor que vende o título adquirido por R$ 900,00. Uau! Esse é o tal risco de mercado da renda fixa sobre o qual falamos ali em cima e que é aplicável apenas aos títulos pré-fixados, pois o preço desses ativos pode variar de acordo com as condições de mercado! Por tuuuuudo isso, os títulos pré-fixados são indicados para investidores que acreditam que as taxas de juros irão cair até o vencimento do título, pretendem mantê-lo até lá e não se sintam pressionados por momentos em que, eventualmente, o valor de mercado do título seja inferior ao valor pago na aquisição. No fim das contas, o valor de resgate do título (ou carteira de títulos), no vencimento, está garantido!

Fluxo de Pagamentos da LTN - Títulos Públicos Federais - CPA-10

Fluxo de Pagamentos da LTN 

Nota do Tesouro Nacional – Série B Principal – NTN-B Principal

Remuneração: pós-fixada (IPCA)

Valor nominal (emissão): R$ 1.000,00

Valor de aquisição: pode ser realizada com ágio (mais que o valor nominal do título) ou deságio (abaixo do valor nominal)

Valor de liquidação: valor nominal  + remuneração pelo IPCA, pagos no vencimento do título

Cenário: por acompanhar o IPCA, a NTN-B Principal é indicada para clientes que acreditam que a inflação representada pelo IPCA irá subir no período de manutenção do título, proporcionando ao investidor proteção contra a inflação.

Fluxo de Pagamentos da NTN-B Principal - Títulos Públicos Federais - CPA-10

Fluxo de Pagamentos da NTN-B Principal

Nota do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B

Remuneração: pós-fixada (IPCA) + juros semestrais

Valor nominal (emissão): R$ 1.000,00

Valor de aquisição: pode ser realizada com ágio (mais que o valor nominal do título) ou deságio (abaixo do valor nominal)

Valor de liquidação: valor nominal  + remuneração pelo IPCA, pagos no vencimento do título

Cenário: por acompanhar o IPCA e receber pagamentos de cupons de juros semestrais, a NTN-B é indicada para clientes que buscam investimentos para objetivos de longo prazo, como aposentadoria e aquisição de casa própria, por exemplo, pois além de proporcionar ao investidor proteção contra a inflação, ainda garante rendimento real, isto é, ganhos acima da inflação, como vimos no artigo (link). A parcela da rentabilidade do título referente aos juros semestrais, que são pré-fixados na emissão do título, também estão sujeitos às oscilações no valor de mercado características de títulos prefixados, por isso, é bom ficar de olho: há a possibilidade de ocorrer momentos em que o título pode ter o preço abaixo do mercado, principalmente em momentos de alta das taxas de juros futuros, no entanto, vale o mesmo que explicamos sobre as LTN – manter o título até o vencimento anula esse risco. Vale a pena ressaltar que as NTN-B costumam ter prazos bastante longos de vencimento, chegando há mais de 30 anos, portanto, é importante alinhar o prazo do título aos objetivos do investidor.

Fluxo de Pagamentos da NTN-B - Títulos Públicos Federais - CPA-10

Fluxo de Pagamentos da NTN-B

Nota do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F

Remuneração: pré-fixada

Preço unitário (PU): valor de face descontado pela taxa acordada (inferior ao valor de face)

Valor de Face (resgate): R$ 1.000,00

Cenário: assim como ocorre com as LTN, as NTN-F são títulos prefixados e, portanto, a taxa de remuneração é definida no momento da aquisição do título, sob a forma de desconto sobre o valor de face, como exemplificamos ali em cima. A principal diferença no caso das NTN-F é quanto ao pagamento de cupons de juros semestrais, que se somam ao final da aplicação, e na liquidação o investidor recebe o valor investido e o último cupom de juros, chegando, portanto, ao valor de face. O recebimento de juros semestrais permite ao investidor fazer reinvestimentos, se for de seu interesse. Da mesma maneria que as LTN, as NTN-F são indicadas para os clientes que a taxa pactuada no momento da aquisição será maior que a taxa SELIC, que remunera títulos pós-fixados.

Fluxo de Pagamentos da NTN-F - Títulos Públicos Federais - CPA-10

Fluxo de Pagamentos da NTN-F

TRIBUTAÇÃO

Quando o investidor se desfaz do título nos primeiros 30 dias após a compra, ele paga Imposto sobre Operações Financeiras – IOF, que se inicia em 96% e regride progressivamente, chegando a 0% no 30º dia, sobre o valor do lucro obtido com a operação (baixe aqui a tabela em PDF). Isso significa que se um investidor aplicar seus recursos em um dia, resgatar no dia seguinte e, desta operação, obter lucro de R$ 1,00, ele pagará R$ 0,96 de IOF e ficará com R$ 0,04 de lucro!

Entretanto, antes de comemorar o lucro de R$ 0,04, é importante lembrar que os títulos públicos federais são tributados pelo que chamamos, na administração de fundos, Imposto de Renda padrão de renda fixa, ou seja, a tributação baseia-se na tabela regressiva de acordo com o prazo de investimento, aplicável, inclusive, aos cupons de juros (cupons pagos nos primeiros 180 dias são tributados pela alíquota correspondente a 180 dias de investimento e assim sucessivamente):

infográfico demonstrando as alíquotas regressivas do imposto de renda de acordo com o prazo de manutenção de título público federal, de 22,5% sobre o rendimento entre o primeiro e o 360º dia, de 20% entre o 181º e o 360º dia, de 17,5% entre o 361º e o 720º dia e de 15% a partir do 721º dia. A alíquota incide sobre a rentabilidade, tanto no resgate quanto no pagamento de cupom de juros.

Infográfico – Imposto de Renda – Títulos Públicos Federais

A alíquota incide sobre o lucro auferido na aplicação e não sobre o valor total (principal + juros), sendo calculado sobre a diferença entre o valor investido e o valor resgatado, portanto. No caso do nosso exemplo acima, após a alíquota do IOF, incide IR de 27,5% sobre o lucro remanescente. Se você fez as contas direitinho, terá chegado a uma rentabilidade final de míseros R$ 0,029, do que inicialmente era R$ 1,00!

Veja que existe uma lógica nesse tipo de tributação: a intenção é que o investidor permaneça com o investimento por um longo período de tempo. E, além da relação direta com o financiamento da dívida pública, a tributação reforça a questão de sempre ser necessário estar atento ao objetivo do investidor, que deve ser condizente com o tipo de investimento escolhido!

Como eu já havia dito lá em cima, este Grande Tema da prova de CPA-10 é bastante denso! Foram muitas informações apenas nesta primeira parte do artigo! No próximo artigo, daremos continuidade a este assunto, aprofundando a análise sobre os Instrumentos de Renda Fixa emitidos por instituições privadas, ou, simplesmente, títulos privados, além de poupança e operações compromissadas! Não perca!

Enquanto isso, que tal testar seus conhecimentos fazendo o mais atualizado Simulado CPA-10 Grátis? E você ainda ganha um Plano de Estudos Individual! Aproveite que é por tempo limitado!

Por hoje é só, pessoal!

Até já!

ps: não sabe porque fazer um simulado CPA-10? Então, leia o artigo que preparei para te convencer a usar essa ferramenta para maximizar o seu resultado na prova!

Olá!

Neste artigo, vou abordar uma ferramenta super importante e que muitos candidatos deixam de lado quando querem se preparar: simulado CPA-10! Se você já sabe da importância e o porquê de qualquer candidato que pretende prestar a prova dever fazer um simulado CPA-10 grátis, é só clicar aqui e aproveitar que, além do simulado, você ainda ganha um plano de estudos personalizado (é por tempo limitado). Agora, se você ainda não está confiante que o simulado CPA-10 será de grande ajuda para os seus estudos, acompanhe comigo esses 5 motivos pelos quais você TEM que fazer um simulado CPA-10 para te ajudar a garantir a sua aprovação na prova!

1 – Simulados são treinos e treinar é importante

Mulher subindo escadaria correndo em referência ao simulado como treino para o CPA-10

Treine, treine, treine!

Você estudou, você se dedicou, você se preparou, mas, no dia da prova, parecia que nada tinha a ver com aquilo que você tinha estudado. Consegue reconhecer essa cena? Muitos de nós passamos por isso durante os anos da escola, da faculdade, da pós-graduação… Acontece que, a maioria das provas comuns não tem um plano exato do que será cobrado (a matéria do semestre inteiro é MUITA coisa) nem uma preparação prévia. Já os vestibulares costumam ter uma dinâmica totalmente diferente: os cursos pré-vestibulares focam as aulas nos assuntos realmente cobrados pelos mais importantes vestibulares do país. Além disso, oferecem ao aluno a oportunidade de vivenciar a prova, por meio de… SIMULADOS!

A prova da ANBIMA guarda muitas semelhanças com o vestibular – há um “conteúdo programático” a ser seguido, as provas são de longa duração e com uma grande quantidade de questões e é necessário estar bem preparado para conseguir bons resultados que podem mudar a sua vida para sempre. Da mesma forma, a preparação para a prova de CPA-10 exige foco nos estudos e treino, muito treino, para que você consiga um ótimo resultado quando “estiver valendo”. Quantas pessoas você conhece que deixaram de ser aprovadas na CPA-10 por um ou dois pontos? Será que um pouco mais de treino teria significado aprovação? Eu prefiro não arriscar e oriento meus alunos a sempre fazerem simulado CPA-10 antes de fazer a prova! Vale como treino e como experiência, principalmente se o simulado for online e gratuito!

2 – O simulado te ajuda a ter consciência dos seus pontos fortes e fracos

Mulher de olhos fechados em frente a um lago com carpas em referência é a capacidade do simulado de auxiliar na compreensão de seus pontos fortes e fracos para a prova de CPA-10

Tenha consciência de seus pontos fortes e fracos com um Simulado CPA-10

Nós já abordamos este tópico no texto 5 Dicas Fundamentais para ser Aprovado que na CPA-10 que ninguém te contou, mas é sempre bom reforçar: o Simulado é uma excelente ferramenta para que você tenha consciência de quais são seus pontos fortes e fracos! Assim, você pode, por exemplo, concentrar seus estudos ou optar por gastar menos tempo resolvendo uma questão que você não domina! Além disso, você pode aproveitar para, se for um simulado CPA-10 com gabarito, buscar informação sobre os assuntos em que seu aproveitamento foi menor e, quem sabe, melhorar a sua performance na prova!

Fazer um simulado CPA-10 grátis é uma forma simples, prática e barata para conhecer os seus pontos fortes e fracos e melhorar a sua pontuação na prova – essa pode ser a diferença entre ser aprovado na CPA-10, ou não!

3 – Melhore o foco dos estudos com o simulado

Bússola representando que o simulado CPA-10 pode te ajudar a traçar o caminho de estudos

O Simulado pode ser uma bússola para os estudos da CPA-10

Este ponto deriva do ponto anterior: conhecendo seus pontos fortes e fracos, você pode direcionar os seus estudos.

Você pode fazer um simulado CPA-10 grátis com gabarito (é importante que o simulado tenha gabarito) para avaliar o seu desempenho. Se for um simulado com a mesma quantidade de distribuição de questões do Programa Detalhado da CPA-10, melhor ainda! Leia com atenção as questões e as alternativas e faça anotações sobre suas dúvidas e comentários.

Para avaliar o seu desempenho adequadamente, lembre-se de considerar as questões em que você não tinha certeza da resposta e escolheu alguma delas mais por “critérios subjetivos” que por “critérios objetivos”, ou seja, o famoso “chute”! Pode ser que você até tenha acertado a questão chutando, mas é importante esclarecer o que te levou a ficar com dúvida na resposta, já que na prova, provavelmente, as questões não serão idênticas e ser capaz de compreender os conceitos é mais importante que decorar respostas certas!

Se o resultado for positivo (você acertou, sem dificuldades, pelo menos 70% das questões), considere realizar a prova (boa prova!). Porém, se for necessário, não relute em voltar aos estudos e focar nos pontos em que você teve mais dificuldade. Essa é a grande diferença entre o simulado e o momento da prova: no simulado, você tem a oportunidade de se aprimorar, de melhorar e de conseguir mais pontos no momento da prova!

4 – Plano de Estudos Personalizado a partir do Simulado

imagem de cadernos e agendas com um marca texto rosa e uma xícara de café, representando o plano de estudos elaborado a partir do simulado CPA-10

O simulado é um excelente ponto de partida para um plano de estudos personalizado

Muitas vezes, os candidatos à CPA-10 tem dificuldade em definir por onde começar seus estudos e estudam com materiais que encontram na internet. Alguns buscam conteúdo na e vão lendo, conforme vão “descobrindo os assuntos”. Não considero essa a forma mais eficaz de estudar, em primeiro lugar porque os assuntos acabam se misturando e alguns conceitos simples tornam-se fontes obscuras de calafrios na nuca e, em segundo lugar, porque há muitas coisas na internet que não são corretas ou não são verdade (se você costuma navegar na internet, já deve saber disso). Ainda que a intenção de muitos blogs e outras fontes de informação seja das melhores, os candidatos aqui “absorvidos” por uma enxurrada de informações que, muitas vezes, sequer são cobradas na prova de CPA-10 e o tempo de estudo, um recurso raro e caro, acaba desperdiçado.

Ao fazer um simulado CPA-10, o candidato pode montar um plano de estudos, determinar quanto tempo vai estudar cada assunto e focar naquilo que pode fazer a diferença para a sua aprovação, fazendo com que seu tempo de estudo seja mais eficiente. Sem gastar tempo e dinheiro a toa, fica muito mais fácil ser aprovado na prova de CPA-10.

O mais legal é que, se o simulado CPA-10 for grátis, você não gasta nada com isso e pode estudar da maneira que for mais conveniente e eficaz para você, sem seguir apenas a experiência de outras pessoas!

5 – Um simulado pode ser uma grande surpresa!

Foto em que três mulheres e um homem levantam uma taça de campeão, representando a surpresa de saber que está preparado pela prova fazendo um simulado CPA-10

Já pensou ter uma excelente surpresa ao fazer o simulado CPA-10?

Eu sou uma pessoa muito otimista e acredito que sempre acontece o que é melhor para cada pessoa. Recentemente, um aluno teve aproveitamento de 100% ao fazer o nosso simulado CPA-10 grátis. Em sua orientação de plano de estudos, recomendamos que ele realizasse a prova e, se a carreira no mercado financeiro fosse seu sonho, que focasse seus estudos em ser aprovado na CPA-20. O aluno ficou chocado em saber que sim, ele estava preparado para a certificação e mais! Podia ir ainda mais longe!

Ao realizar um simulado CPA-10 você também pode ter a certeza de que está preparado para a prova e que chegou o momento de realizar a inscrição!

Dicas rápidas: Como aproveitar melhor o Simulado CPA-10 Grátis

Mão masculina com relógio, representando as dicas rápidas para o simulado grátis CPA-10

Não perca tempo! Aproveite nossas dicas rápidas para o Simulado CPA-10

  1. Faça o simulado ANTES e DEPOIS de se dedicar a estudar para a prova – ok, você pode achar estranho fazer o simulado ANTES de começar a estudar, já que o resultado tende a não ser muito satisfatório, mas é muito importante que você tenha real consciência dos seus pontos fortes e fracos e essa é a melhor maneira de direcionar seus estudos antes de começar a estudar! Ao final dos estudos, fazer o simulado te dá uma ideia do resultado da sua estratégia e você tem a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos para a prova, retornando aos estudos. Mas, saber de antemão como os conceitos são cobrados na prova e quais são suas maiores dificuldades vai facilitar muito seus estudos!
  1. Seja realista com o seu resultado – não considere chutes como respostas certas no simulado CPA-10. Se a questão levantou dúvidas, volte ao assunto, estude novamente, sane as dificuldades e não se conforme com um “resultado apertado” no simulado. Pode parecer que 78% de aproveitamento, ou seja 39 questões corretas, é um excelente indício de que chegou o momento de fazer a prova, mas se 5 questões corretas foram chute, o aproveitamento real cai para 34 questões ou 69%, ou seja, insuficientes para a aprovação. Afinal, na imensa maioria das vezes, as questões da prova não serão idênticas às que cairão na prova, variando em diversos pontos, e, se o conceito da questão não estiver plenamente compreendido, pode acabar prejudicando o candidato.
  1. Crie uma estratégia de estudos a partir dos seus resultados no simulado – se seu aproveitamento no simulado CPA-10 não for suficiente para fazer a prova neste momento, utilize o resultado do simulado para definir sua estratégia de estudos! Eu recomendo fortemente que você crie um plano de estudos realista, com a quantidade horas que você pretende dedicar aos estudos e que distribua essas horas proporcionalmente aos assuntos em que você teve pior aproveitamento no simulado. Assim, é possível que você consiga reter mais conceitos e ter um desempenho melhor na prova.
  1. Simulado é treino e quanto mais treino, melhor a qualidade do resultado – faça diferentes simulados! Aproveite que existem opções de simulado cpa-10 grátis na internet que podem ser feitos até mesmo pelo celular e faça muitos simulados, para ver o tipo de questão que cai na prova, que varia bastante entre os simulados. Dê preferência para simulados com o mesmo número de questões e distribuição dos Grandes Temas de acordo com o Programa Detalhado do exame de CPA-10, pois, quanto mais fiel o simulado for à prova, maiores são as chances de ter um resultado que pode ser replicado no momento de realizar a prova para valer.
  1. Aproveite o simulado e faça uma “prova CPA-10 ANBIMA” sem sair de casa – você pode valer-se do simulado como uma simulação mais realista da prova. Marque um dia em que você tenha disponibilidade de tempo e “agende”, com você mesmo uma “prova de CPA-10”. Assim como faria no momento da prova real, guarde celulares, feche as outras abas e mantenha o material de estudos e a curiosidade de buscar no google desativados. Faça o simulado CPA-10 seguindo o tempo previsto pela ANBIMA (2 horas) e evite qualquer interferência externa. Mais que ter contato com as questões, você consegue simular como será o momento real da prova e, portanto, ter uma análise mais realista do seu provável desempenho! Vale a pena apostar em um simulado cpa-10 grátis pois, assim, você vivencia a experiência de fazer a prova e não gasta com isso!

E então? O que você achou? Convenci você a fazer um simulado CPA-10 grátis? Espero que sim, pois tenho certeza que com o simulado, as dicas que damos aqui no blog e seu empenho nos estudos, você pode chegar ainda mais longe!

Por hoje é só, pessoal!

Até mais!

Olá!

Estamos de volta à nossa série que analisa o Programa Detalhado da Prova de CPA-10 da ANBIMA!

Começaremos a análise deste Grande Tema do Programa Detalhado da Prova de CPA-10 Princípios de Investimento falando sobre o título dele: “Princípios”, ou seja, nada muito aprofundado. São conceitos básicos sobre Investimento necessários para começar a ofertar produtos de investimento. Sem conhecimento sobre eles, você pode ter problemas ao ofertar um produto a um cliente ou no pós-venda. Já conhece a história dos fundos PIBB e Dividendos? Eu falei dela aqui , mas vou resumí-la: presenciei um gerente dizer a um cliente que a diferença entre fundos PIBB e fundos Dividendos é que esse paga dividendos e aquele, não. E pronto. Só isso e alguns embromations. Não seja esse gerente! Conhecer o que se está vendendo é o PRINCÍPIO BÁSICO de qualquer vendedor! Já pensou ir comprar um carro e o vendedor não ter ideia de qual é a potência do motor ou se os freios são ABS? Ou pior ainda! Você compraria um carro com um vendedor que diz que a diferença entre freios ABS e freio a disco é que o freio ABS é ABS e o freio a disco não? Exatamente. Ninguém confia em quem não conhece o próprio produto! Portanto, não custa repetir: não seja essa pessoa! Estude com atenção cada um dos pontos que a ANBIMA exige sobre Princípios de Investimento!

Infográfico sobre o grande tema Princípios de Investimento da prova de CPA-10

O conteúdo deste Grande Tema está dividido em 2 partes: Conceitos Básicos de Economia e Princípios Básicos de Finanças e tem participação na prova de 5 a 10%, ou seja, até 5 questões das 50, serão sobre este Grande Tema. A maioria dos assuntos abordados no Programa Detalhado da prova de CPA-10 são conceitos presentes no nosso dia-a-dia, além de conceitos básicos de matemática financeira. Além disso, alguns conceitos relacionados a produtos específicos, que são abordados em outros Grandes Temas, podem complicar um pouco o entendimento geral, por isso, consideramos este Grande Tema de nível de dificuldade médio. Recomendamos 3 horas de estudo, mas você pode verificar qual seria seu aproveitamento no nosso simulado e adequar o tempo de dedicação às suas necessidades.

Conceitos Básicos de Economia

Os Conceitos Básicos de Economia que são cobrados na prova de CPA-10 são os indicadores financeiros e as atribuições do COPOM!

  • PIB (Produto Interno Bruto);
  • Índices de Inflação (IPCA e IGP-M);
  • Taxa de câmbio;
  • Taxa SELIC (over e meta);
  • Taxa DI; e
  • TR
Fotografia de uma reunião em que um homem aponta para diversos gráficos, em referência aos princípios econômicos presentes no Programa Detalhado da prova de CPA-10 da ANBIMA

Os princípios de economia que você tem que saber para a prova estão presentes no nosso dia-a-dia!

A ANBIMA cobra na prova os conceitos mais básicos da Economia Brasileira. Você precisa saber o que é e como é calculado o PIB (calculado a partir das receitas geradas por todos os setores econômicos, descontadas as importações e exportações) inclusive sobre a Ótica das Despesas e sua implicação na política econômica adotada pelo CMN. Você também deve saber como são formados os dois principais indicadores de inflação do País, o IPCA e o IGP-M, quem é responsável e com qual frequência são apurados, além de distingui-los e relacioná-los com seus usos. Também é importante saber o que é a Taxa SELIC e diferenciar a taxa ideal para o desenvolvimento econômico do país, definida pelo COPOM, a SELIC Meta, da taxa formada nas operações de empréstimo interbancário que têm como garantia (lastro) títulos públicos federais, a SELIC Over. Da mesma forma, é necessário saber como são formadas e qual é o uso das Taxa DI (formada nas operações do mercado interbancário, lastreadas em Cédulas Interbancárias) e da Taxa Referencial (utilizada para correção da poupança e do FGTS e para a tarifação de contratos habitacionais. Todos os conceitos são bastante simples e, ao mesmo tempo, fundamentais para que o cliente seja atendido com qualidade!

Sobre o COPOM – sigla para Comitê de Política Monetária, formado pelo Presidente e 8 diretores do Banco Central do Brasil, que se reúnem a cada 6 semanas para discutir os principais indicadores econômicos, direcionar a política monetária e definir a Taxa SELIC Meta. Além disso, o COPOM divulga Relatórios sobre a Inflação. Além de basear as políticas atuais, as decisões do Comitê e as respectivas atas servem como subsídio para os analistas de mercado definirem expectativas de como os juros irão se comportar no futuro e isso é super importante para compreender o risco de mercado de produtos de renda fixa pré-fixados, além de ser um parâmetro para a rentabilidade prevista dos produtos de renda fixa pós-fixados!

Pronto! Quanto aos conceitos de economia, é isso que você precisa saber para a prova! Fácil, né?

Conceitos Básicos de Finanças

Mais uma vez, a ANBIMA não exige nada muito complexo dos candidatos. Neste Grande Tema do Programa Detalhado da prova de CPA-10, os conceitos necessários para a prova são os mais básicos da matemática financeira. O que pode tornar um pouco mais complicado, são os conceitos relacionados diretamente com o mercado financeiro, como benchmark, volatilidade, prazo médio e marcação a mercado.

Um homem em uma escada escrevendo com giz símbolos financeiros em um quadro negro

Atenção aos conceitos que fazem parte do nosso dia-a-dia!

Taxa de juros nominal e taxa de juros real: acho que não é segredo para ninguém que a inflação corrói o poder de compra do dinheiro. E isso vale para os recursos que estão investidos em uma aplicação financeira. A rentabilidade de um produto, geralmente é divulgada levando-se em consideração a taxa de juros nominal, mas desconsiderando a inflação acumulada no período de investimento. Por exemplo, se um investimento rendeu 10% em um ano, mas a inflação acumulada no período do investimento foi de 12,97%, não houve rentabilidade – pelo contrário, o investidor perdeu poder de compra dos recursos que estavam investidos. Por este motivo, é importante conhecer a taxa real  de um investimento, ou seja, qual foi a taxa de remuneração da aplicação, descontada a inflação!

Taxa de Juros Equivalente versus Taxa de Juros Proporcional: este tópico tem tudo a ver com o próximo tópico – as taxas de juros são equivalentes quando você calcula a taxa de um período para um sistema de capitalização composto e a taxa de juros proporcional diz respeito ao cálculo da taxa de um período diferente do período dado para um sistema de capitalização composto!

Capitalização simples versus capitalização composta: olha a dica enorme que a ANBIMA deu – por serem relacionados, este tópico e o anterior são colocados como um conceito versus o outro conceito! Sentiu como as dicas às vezes estão nas coisas mais simples? No sistema de capitalização simples, os juros incidem somente sobre o valor da aplicação inicial, ou “principal”, enquanto no sistema de capitalização composta os juros incidem sobre o principal e sobre os juros, gerando a “juros sobre juros” que podem potencializar os ganhos do investidor. E é exatamente por isso que o cálculo das taxas de juros para períodos diferentes seguem padrões diferentes, de acordo com o sistema de capitalização!

Índice de Referência ou benchmark: se uma pessoa falar para você que ela quer aplicar o seu dinheiro em uma aplicação que rende 12%, você aceitaria? Eu espero que não! Pelo menos, não até fazer algumas perguntas necessárias como, qual é o período de investimento que gera essa remuneração (12% ao ano é bom, 12% em 30 anos não parece ser, se for 12% ao mês, é bom desconfiar!) e qual é o risco (algo extremamente importante, não é?) são fundamentais. Mas você também não acha importante saber qual é a remuneração que outros investimentos, com prazo e risco semelhantes, estão pagando? Sim, estabelecer um parâmetro de comparação é muito importante para analisar um investimento. Além disso, o tal parâmetro deve ser coerente com o objeto de comparação – seria muito estranho se eu considerasse que pagar R$ 2,00 em 10 maçãs é muito caro porque a dúzia de bananas custa R$ 1,50! Comparamos bananas com bananas, maçãs com maçãs e laranjas com laranjas. O benchmark nada mais é que o parâmetro de comparação para a rentabilidade de um investimento e deve ser adequado a ele quanto às suas características, seu prazo e seu risco. Um excelente benchmark para um carteira de ações pode ser o Ibovespa (Índice BOVESPA, enquanto o melhor benchmark para um ativo de renda fixa pós-fixado pode ser a Taxa DI. Conhecer o conceito e as relações entre os benchmarks e os investimentos é o que você precisa para acertar as questões na prova de CPA-10!

Fotografia de um homem olhando a tela de um computador em que aparecem dois gráficos - de linha e de barras

Conceitos específicos do mercado financeiro requerem mais dedicação!

Volatilidade: uma excelente medida de quanto o valor de um ativo financeiro varia com o tempo, ou seja, de qual é o seu risco de mercado. De acordo com a teoria financeira, quanto maior o risco, maior tende a ser o retorno, porém, infelizmente, o inverso também é verdadeira. Desta forma, é importante verificar a Volatilidade de um investimento, ou seja, quanto o valor dele varia com o tempo. Quanto maior a volatilidade, maior o risco de mercado. Muitos investidores se baseiam integralmente na rentabilidade de um produto para decidir investir nele, ignorando os riscos envolvidos. Conhecer a volatilidade de um investimento é uma ótima forma de evitar isso e ainda ser aprovado na prova de CPA-10 🙂

Prazo médio ponderado de uma carteira de ativos: quando um investidor decide iniciar uma “poupança” de investimentos, o ideal é montar uma carteira de ativos, que balanceie os níveis de risco e, consequentemente, de rentabilidade, conforme a necessidade/disposição do cliente. Por este motivo, na carteira, podem haver diferentes ativos, com diferentes prazos de vencimento. Nos fundos de investimento, objeto de nossa análise no próximo post desta Série, o cálculo do prazo médio da carteira define quais ativos podem ser adquiridos de acordo com o regime tributário do fundo, por exemplo. Para os investidores, é sempre importante saber que quanto maior é o prazo de uma carteira, maior tende a ser sua rentabilidade e… (vamos fazer coro juntos!) maior é o risco. Consegue perceber o raciocínio? Se você tem interesse em comprar um ativo que tem um prazo de 30 anos, com certeza, exigirá receber mais, pois o risco de o ativo não ser honrado é muito maior daqui 30 anos que daqui 6 meses, não é verdade? É isto o que você precisa lembrar para a prova CPA-10!

Marcação a Mercado: o conceito de marcação a mercado está diretamente ligado aos fundos de investimento, que como dissemos neste texto mesmo, adquirem diversos ativos com diversos prazos de vencimento e, também, diferentes taxas de remuneração! Por este motivo, todos os dias, é necessário que o custodiante dos ativos calcule quanto vale cada um dos ativos da carteira, chegando a um valor de patrimônio líquido e de rentabilidade, que é aplicada a todos os investidores, proporcionalmente ao número de cotas detidas (trataremos mais sobre este assunto no artigo que analisa o Grande Tema Fundos de Investimento do programa detalhado da prova de CPA-10 da ANBIMA!). Desta forma, garante-se que não haja transferência de riqueza entre os cotistas! É isso o que é cobrado na prova de CPA-10!

Mercado Primário e Mercado Secundário: você sabe como nascem os ativos financeiros? Bom, depende… Mas todos eles representam uma relação de investimento entre o cliente que decidi colocar seus recursos no negócio (investidor) e da empresa que emite o ativo. O tal do ativo pode representar uma fração de uma empresa, se for uma ação, ou uma promessa de pagamento de uma dívida, se for um título público ou uma debênture, por exemplo. De qualquer forma, quando uma empresa abre ou aumenta o capital, vendendo ações, ela o faz por um IPO (sobre o qual falaremos mais no artigo que analisa o Grande Tema Instrumentos de Renda Variável do Programa Detalhado da prova de CPA-10). Da mesma forma, uma oferta pública de debêntures, também é realizada inicialmente no mercado primário, do qual participam investidores institucionais e instituições financeiras, no geral. Já o mercado secundário, é o mercado em que os títulos são revendidos aos investidores comuns. Para a prova de CPA-10, é importante lembrar dessa diferença e de que o mercado secundário garante a liquidez do mercado financeiro!

Viu só? Se excluirmos os últimos conceitos, os demais não são muito complicados! Se você perdeu os outros dois artigos desta Série que já publicamos, você pode lê-los aqui e aqui!

No próximo artigo, inverteremos a ordem do programa detalhado da prova de CPA-10 e iremos analisar o grande tema Instrumentos de Renda Variável e de Renda Fixa!

Até já!

Você já teve um sonho profissional? A Escola Prospera é um deles, mas já tive muitos, muitos! Já quis ser advogada, juíza, jornalista, apresentadora de TV, diretora de vídeo-clipes. Mas quando chegou o meu momento de definir uma profissão, escolhi ser professora.

Não consigo explicar exatamente como foi que eu troquei a ideia de trabalhar com áudio-visual para trabalhar com educação, mas sempre houve um lado em mim que era capaz de explicar coisas complexas de maneira muito simples. Lembro, por exemplo, do dia em que o professor de matemática do Ensino Médio repetia para uma sala cheia de adolescentes incrédulos que 100% era igual a 1. Alguns riam, outros chamavam o professor de louco, outros questionavam e se esforçavam para tentar achar uma lógica para o que ele estava dizendo, porém, tudo que ele repetia era “100% é igual a 1, ué? Por que é igual a 1? Porque é igual a 1! Não é possível que vocês não consigam entender!”. Naquele momento, para mim, era absolutamente claro: 100% é um inteiro e um inteiro é 1! Quando o tom jocoso assumiu proporções exageradas e o professor começou a ficar ofendido com as piadas, pedi licença para usar o quadro, ele aceitou. Fui lá para frente e, escrevendo na lousa, disse “100 por cento é a mesma coisa que 100 dividido por cem, certo? Quanto é 100 dividido por 100?” e, então, para assombro do professor, a classe inteira concordou: “É UM!!!”. Pronto, questão resolvida e mentes saciadas pelo conhecimento de uma novidade (bem ultrapassada, por sinal). O ponto aqui é que o professor sabia que 100% é igual a 1, mas ele não conseguia demonstrar, provar, para os alunos que 100% é igual a 1. Talvez porque aquilo era tão claro em sua visão de mestrando em matemática, que a simplicidade do raciocínio dos adolescentes não cabia em suas explicações. Quando coube na minha, eu descobri um grande tesouro: ensinar não é sobre o que o professor sabe, é sobre o que o OUTRO sabe, sua visão de mundo, sua forma de raciocinar. Talvez tenha sido essa descoberta que tenha me impulsionado para o curso de Letras, talvez minha paixão pela lógica da língua e a poesia da literatura. Na verdade, provavelmente eu nunca terei certeza, já que, quis o destino, não foi a sala de aula a minha primeira profissão adulta.

No início deste século, quando ainda não havia sequer atingido a maioridade, um amigo do colégio chegou com um papel e uma notícia “Minha mãe inscreveu a gente em um concurso público. Ela disse que acha que você tem potencial e que vai ser aprovada. A prova é no domingo e vai ser perto da sua casa”. Será que era o destino? Como eu já estava na pegada dos estudos pré-vestibulares, fui fazer a prova, dois dias depois da notícia, pensando que seria uma ótima oportunidade de treinar para a FUVEST. A prova não tinha nada a ver com os simulados, mas, tudo bem. Segui com minha vida de escola, cursinho, MTV e brigadeiro de panela.

Alguns meses depois, o resultado foi um choque: ao contrário do meu amigo, da irmã mais velha dele e do namorado dela (que cursava, na época, graduação em administração de empresas), eu havia sido APROVADA. Sim, antes de completar 18 anos, eu tinha a garantia de um emprego público. Era só aguardar a convocação para assumir o posto, o que, pela minha colocação, provavelmente demoraria um bocado.

Segui com meus estudos e, no mesmo ano, fui aprovada em 64º lugar, de 849 vagas, para a faculdade de Letras da USP. Meu primeiro sonho havia se realizado. Ao mesmo tempo, consegui meu primeiro emprego formal, como recepcionista de uma academia. Como eu era responsável por abrir a academia e não existiam muitos corajosos que enfrentavam a madrugada para treinar, passava as primeiras horas da manhã devorando as centenas de páginas de romances, críticas, línguas e letras que o curso me exigia. Com a média do primeiro ano, consegui uma vaga para cursar Inglês como segunda habilitação (a primeira era português). Deixei o trabalho na academia, no terceiro ano da graduação, para ministrar aulas de português para jovens carentes em um programa temporário da Prefeitura de São Paulo, que buscava prepará-los para o primeiro emprego. Foi a primeira vez em que troquei o certo pelo duvidoso. E adorei! Foi uma experiência enriquecedora e que me abriu os olhos para o mundo ao meu redor. Aprendi muito mais que ensinei.

Dois meses depois do fim do projeto, me vi sem qualquer recurso financeiro, pela primeira vez desde o fim da minha adolescência. E agora, José? No auge da minha culpa e arrependimento por ter me demitido de um emprego CLT para ser profissional autônoma, uma amiga me indicou para um estágio na MTV. Um estágio na MTV era a maior realização de sonhos que eu podia ter na vida, naquele momento. Eu passei minha adolescência cantando, chorando e rindo em frente à TV sintonizada no canal 32. Quando voltei radiante da entrevista, minha mãe me avisou que havia chegado um telegrama para mim. Era sobre o concurso, era a minha convocação, 3 anos depois da aprovação.

No dia em que eu deveria começar o estágio na MTV, assinei o contrato de trabalho no banco público. Nas minhas primeiras semanas ali, participei de uma formação específica para novos funcionários, em que a empresa, sua cultura organizacional, valores, objetivos estratégicos, gestão, benefícios, enfim, tudo, era apresentado para os novatos. Em meio à frustração por ter desistido do estágio mais legal do mundo, me encantei por aquela empresa e, principalmente, pelo fato de que a Instrutora que nos conduzia nesse processo, não só o fazia de maneira brilhante, como também era uma funcionária que, apaixonada por educação, como eu, conseguia aliar o trabalho no banco com sua vocação! Bingo! Era isso que eu queria! Eu queria ser como ela, que me contou empolgada sobre o processo, sobre o fato de que era bastante árduo, mas compensador. Eu só tinha que ser aprovada no período de experiência e esperar o próximo ciclo de formação iniciar. E era isso que eu ia fazer mesmo!

Professora Thaís Felix da Escola Prospera em seu primeiro dia de trabalho no banco

Meu primeiro dia de trabalho no banco!

Fui aprovada na experiência e assumi, efetivamente, um posto de apoio ao atendimento da agência. Aprendi muito, sobre bancos, seus processos, legislação, cultura organizacional, governança. Fiz centenas de cursos que eram disponibilizados gratuitamente na plataforma de educação corporativa da empresa. Após um ano de atuação na unidade, uma oportunidade de processo seletivo interno me chamou a atenção: eu atendia a todos os pré-requisitos!

Conversei com minha superior e ela me incentivou a me inscrever no processo. Fiquei empolgada, mas, ao ver a lista de mais de 180 inscritos para apenas 2 vagas disponíveis, levei um banho de água fria. Algumas pessoas ali estavam no banco desde antes de eu nascer! Como dizem hoje em dia, quem era eu na fila do pão? Uma novata corajosa. Pois bem que, algumas semanas depois, eu estava sentada no que era uma das salas mais chiques que eu já havia visto na minha vida, sendo entrevistada por um Comitê de altos executivos da 4ª maior administradora e gestora de fundos de investimento que, até bem pouco tempo antes era, para mim, só um produto que o pessoal da agência vendia, mas com o qual eu nunca tinha tido qualquer contato. Me informei muito, estudei muito, fui aprovada no processo e assumi o cargo aos 22 anos, em 2006, exatamente 1 ano e 2 meses após eu ter desistido do estágio na MTV e assinado o contrato de trabalho. Um mês depois, assumi o cargo de analista júnior na gerência nacional de desenvolvimento de fundos de investimento. Na mesma gerência, participando e ministrando treinamentos para gerentes, elaborando documentos de fundos de investimento e realizando assembleias com investidores, analisando mercado, tirando dúvidas e criando cursos online e releases para a imprensa, fui progredindo na carreira à medida em que ganhava experiência e conhecimento sobre esse novo universo que logo se tornou meu universo! Logo eu, tão de humanas! Não poderia ter sido melhor!

Com o fim da minha graduação e da licenciatura, realizei dois sonhos de uma única vez e decidi que era hora de me especializar ainda mais; iniciei uma pós-graduação em Mercados Financeiros, que conclui um ano e meio depois (olha aí mais um sonho realizado!). Quando eu cursava o último semestre da pós-graduação, mais de 5 anos desde o dia em que conheci a Instrutora do banco, finalmente foi aberto um novo processo de formação de instrutores corporativos da empresa! Conversei com o meu marido, com minhas superiores e me inscrevi no processo, que incluía uma imersão de duas semanas em outro estado, caso eu chegasse a essa fase. E eu cheguei. Foram provas, cursos, mais provas e vivências, a etapa online e, finalmente, 12 dias de imersão total para o desenvolvimento e avaliação das competências específicas. Ao fim do extenuante, porém enriquecedor e transformador processo, fui aprovada e me tornei instrutora corporativa. Realizei mais um sonho!

Segui minha carreira entre treinamentos pelo Brasil e a especialização cada vez maior no mercado financeiro. Aquela era sementinha da Escola Prospera germinando, sem que eu nem me desse conta. Após 8 anos na empresa, atingi a maior posição dentro da carreira técnica do banco – me tornei consultora da Superintendência Nacional de administração de fundos de investimento. Paralelamente, fui convidada, após indicação de meus colegas de trabalho, para ministrar aulas de finanças, renda fixa e fundos de investimento em um dos melhores cursos preparatórios presenciais para certificações ANBIMA de São Paulo. Após o nascimento da minha filha e com o cargo que estava ocupando, deixei de ministrar trenamentos e passei a atuar de maneira mais administrativa, principalmente com a adequação dos produtos e dos processos à legislação aplicável ao segmento, e também prestando suporte e atendimento aos órgãos fiscalizadores, como a CVM e o Banco Central do Brasil, e autorreguladores, como a ANBIMA. Apesar do sucesso profissional em minha área de especialização, eu sentia falta da educação, da troca, do contato com as pessoas. Eu sentia falta do meu sonho profissional. Sabe aquele sonho? Aquele sonho que todos os dias quando você vai dormir, você pensa “um dia ainda vou fazer isso!”? Então, esse propósito de vida era a minha paixão pela educação.

Foto da Professora Thaís Felix, fundadora da Escola Prospera, em premiação da Revista Exame

Comemoração de Prêmio da Revista Exame

Em agosto do ano passado, surgiu uma oportunidade única: pedir demissão do banco. Em meio à crise institucional e financeira e ao crescente índice de desemprego que assolavam o país, decidi aderir ao plano de demissão voluntária e me matricular em uma nova pós-graduação (agora em gestão empreendedora!) para seguir o MEU SONHO, o meu propósito de vida. Aliar tudo que aprendi em minha experiência profissional à minha forma de ensinar e propagar conhecimento pelo mundo, usar a tecnologia a favor da humanidade e de seu crescimento, transformar vidas pela educação! Esse era meu sonho, hoje é a minha realidade!

E foi desse sonho que a Escola Prospera nasceu, com o objetivo de criar uma trilha de aprendizado para o sucesso profissional no Mercado Financeiro – o PROFISSIONAL EXTRAORDINÁRIO. Depois de 12 anos de atuação no segmento, com certificação ANBIMA há mais de 10 anos, e como instrutora corporativa especializada em design instrucional, me dediquei ao desenvolvimento de uma metodologia que unisse conceitos teóricos à aplicação prática, para transformar a forma como são formados os profissionais do mercado financeiro hoje. Foi assim que eu cheguei à metodologia do Tripé Extraordinário, formado por 3 pilares:

1 – Plano de Estudos Personalizado, desenvolvido a partir de um Simulado, com foco em desenvolver e aperfeiçoar seus conhecimentos prévios para a prova. A partir da avaliação, é elaborado um plano de estudos com horas de dedicação para cada disciplina. Todos os dias o aluno recebe acompanhamento (coaching educacional) para que cumpra o seu plano de estudos e se torne um profissional extraordinário!

2 – Material adequado andragogicamente, completo, revisado, atualizado e adequado a todos os tipos de necessidades de aprendizagem – apostilas, aulas narradas e exercícios, para consolidar o aprendizado e aplicá-lo na prática, a longo prazo, relacionando cenários, contextos e conceitos, para proporcionar uma atuação profissional extraordinária!

3 – Atendimento de Dúvidas em tempo real e Revisão ao vivo – para garantir uma experiência interativa real, sem tirar o aluno de sua rotina e necessidades de estudo, oferecemos atendimento de dúvidas via Whatsapp! Além disso, ao final do curso, o aluno pode agendar uma aula de revisão do conteúdo ao vivo. Um profissional extraordinário nunca está sozinho!

Tripé extraordinário: o modelo andragógico da Escola Prospera!

Tripé extraordinário: o modelo andragógico da Escola Prospera!

Mais que a realização do meu sonho pessoal, a Escola Prospera é uma realização de sonhos coletiva, pois não estive sozinha no processo de tirar a ideia do papel e fazê-la acontecer. Tive apoio de muitas pessoas que acreditam em nossa missão e em nossa visão de futuro:

MISSÃO: Apoiar profissionais, por meio de treinamentos inovadores e de qualidade, no desenvolvimento de habilidades e conhecimentos necessários para transformar positivamente suas carreiras, permitindo-os atuar com excelência na distribuição de produtos de investimento e em outros campos de atuação relacionados ao mercado financeiro.

VISÃO: Tornar-se referência na qualidade e inovação  dos treinamentos oferecidos para a qualificação de profissionais para atuação na distribuição de produtos de investimento e em outros campos de atuação relacionados ao mercado financeiro e de capitais.

Quem Faz a Escola Prospera Ser Extraordinária

Foto da Revisora e Preparadora de Textos da Escola Prospera Andressa Bezerra Correa

Andressa Bezerra Corrêa

Andressa Bezerra Corrêa é revisora de textos da Escola Prospera e mãe da Ana Laura. Também é preparadora de textos de diversas editoras (Companhia das Letras, Todavia, Globo Livros, Grande Área, entre outras), atuando no mercado editorial desde 2005. Formada em Letras pela USP, deu aulas como voluntária em cursinhos comunitários de 2003 a 2007. Desde 2009, ministra periodicamente workshops gratuitos sobre a nova ortografia da Língua Portuguesa para microempresas, igrejas e grupos de jovens.

Foto da Designer Editorial da Escola Prospera Michely Mattos

Michely Mattos

 

 

Michely Mattos é Designer Editorial na Escola Prospera e mãe do Pedro. Graduada em Publicidade e Propaganda e pós-graduada em Marketing pelo Mackenzie, atua com Identidade Corporativa e Design Editorial de material educacional.

Foto da Revisora de Designer Instrucional da Escola Prospera Roberta Schmidt

Roberta Schmidt

 

 

 

 

Roberta Schmidt é revisora de Design Instrucional na Escola Prospera. Graduada em Rádio e TV na Universidade Santanna e pós-graduada em Educação Corporativa no SENAC. Atuou durante 7 anos na elaboração de Cursos à Distância no SENAC em São Paulo e atualmente também é analista de multimeios no SBT.

 

Além dessa equipe extraordinária, contei com o apoio do Concurso Hora de Brilhar 2017/2018, de fomento ao empreendedorismo feminino, uma parceria entre a Unilever e a Aliança Empreendedora que premiou 10 finalistas entre as mais de 1400 inscritas e, mais uma vez, eu estava lá!

As Brilhantes 2018/2017 - Catarina, Renata, Ivonete, Walquiria, Anna, Thaís, da Escola Prospera, Laís, Soraya e Natascha - Concurso Hora de Brilhar (copyright)

As Brilhantes 2018/2017 (da esquerda para a direita): Catarina, Renata, Ivonete, Walquiria, Anna, Professora Thaís Felix, Laís, Soraya e Natascha – Concurso Hora de Brilhar (copyright)

Pois é, como já diz o ditado “sonho que se sonha junto é realidade!” e é por isso que eu continuo seguindo meus sonhos e acredito que, compartilhando conhecimento, mais pessoas terão a mesma chance! Este blog surgiu exatamente da necessidade de compartilhar conhecimentos, da maneira mais abrangente possível, para ir muito além da Escola Prospera! Fico muito feliz por você ter chegado até aqui comigo, é isso que faz tudo valer a pena!

Veja o vídeo que produzimos para apresentar a Escola Prospera e nosso método Tripé Extraordinário:

Bom, eu precisava apresentar de maneira mais pessoal para vocês, mas não pensem que esqueci da nossa série Analisando o Programa Detalhado da CPA-10 para você ser aprovado agora! Publicamos este post aqui e este post aqui, e já tem um post novo no forno por aqui! Espera só um pouquinho que já vou publicar – eu juro que não serão 5 anos! 🙂

Por hoje é só, pessoal!

Até mais!

ps: você já se matriculou no Simulado Grátis da Escola Prospera? Não? Aproveite que estamos com promoção de Plano de Estudos grátis para quem completar o simulado! 😉

 

 

Olá, Pessoal!

Novo post da série “Analisamos o Programa Detalhado da CPA-10 por Grande Tema” para você ser aprovado agora! Neste artigo, vamos analisar o segundo Grande Tema: Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor, que está recheado de conceitos importantíssimos, tanto para a prova quanto para sua aplicação prática no dia-a-dia da oferta de produtos de investimento, pois se relacionam com outros Grandes Temas! Vale a pena ler!

O Grande Tema Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor está dividido em:

  • Códigos de Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA (sentiu que já começa pegando pesado?);
  • Prevenção Contra a Lavagem de Dinheiro (uau!);
  • Ética na Venda (sim!); e
  • Análise do Perfil do Investidor.

Percebeu a importância, né? O Grande Tema representa entre 5% e 10% da prova, ou seja, você pode esperar por quatro ou cinco questões sobre esses assuntos. Por conta disso, vale a pena dedicar pelo menos 3 horas de estudo, considerando 30 horas de estudo para o Exame CPA-10 no total! Os assuntos abordados são de dificuldade média, pois pressupõem-se que quem já atua em bancos adotada essas práticas em seu dia-a-dia. Se você ainda não é bancário/bancária, mas pretende trilhar este caminho, alguns assuntos podem ser novidade! Dito isso, é hora de analisar esse Grande Tema!

(Se você perdeu o post em que analisamos o Edital da Prova, clique aqui e aproveite para conferir o passo-a-passo para a inscrição que colocamos lá! E para ler o primeiro artigo da Série “Analisamos o Programa Detalhado da CPA-10”, em que apresentamos a série e analisamos o primeiro Grande Tema – Sistema Financeiro Nacional, é só clicar aqui!)

ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR

O segundo Grande Tema proposto pela ANBIMA no Programa Detalhado do Exame de Certificação CPA-10 traz bastante semelhanças com o Grande Tema anterior, pois também busca refletir a postura necessária para que o atendimento ao cliente seja feito com QUALIDADE, TRANSPARÊNCIA e ADEQUAÇÃO AOS OBJETIVOS DO INVESTIDOR. Para tanto, o Grande Tema aborda os Códigos ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas (Fundos de Investimento e Distribuição de Produtos de Investimento no Varejo), Prevenção à Lavagem de Dinheiro, Ética e Análise de Perfil do Investidor.

Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Fundos de Investimento

Em primeiro lugar, é necessário que você leia atentamente o Código. Sim, é MUITO importante. A partir da leitura é possível analisar e compreender os itens que a ANBIMA indica no programa:

  • propósito e abrangência;
  • princípios gerais, documentos e informações de fundos;
  • material de divulgação e material técnico;
  • marcação a mercado (MaM);
  • Serviços (administração, gestão e distribuição);
  • e Suitability.

Destes pontos, os mais importantes são:

(1) saber diferenciar as atribuições de cada um dos prestadores de serviço (administração, gestão e distribuição);

(2) conhecer a Marcação a Mercado e como ela colabora para a governança no mercado de fundos (o processo consiste em precificar, diariamente, todos os ativos que compõem a carteira do fundo, evitando que haja transferência de riqueza entre os cotistas, falaremos mais sobre isso no artigo com de análise do Grande Tema Fundos de Investimento); e

(3) Suitability, que nada mais é que a importância de analisar o perfil do investidor antes de oferecer um fundos de investimento a ele – note que esse ponto está diretamente ligado à Análise de Perfil do Investidor, também parte deste Grande Tema.

Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas na Distribuição de Produtos de Varejo

Como não custa nada repetir, como o assunto é um Código da ANBIMA, mais uma vez, é imprescindível que você leia o código! Os pontos que a ANBIMA cobra na prova de CPA-10 são bastante semelhantes aos que são cobrados a respeito do Código de Fundos:

  • propósito e abrangência;
  • princípios gerais;
  • exigências mínimas, publicidade e divulgação de produtos de investimento; e
  • dever de analisar o perfil do investidor (API).

Não tem erro! O mais importante aqui é entender o que o objetivo do Código, quais produtos ele abrange, quais são os requisitos do investimento e a importância de analisar o perfil do investidor antes de ofertar produtos de investimento. Este Código tem reflexo absoluto no dia-a-dia da oferta de investimentos! Conhecê-lo é uma oportunidade para aprimorar a prática profissional! Aproveite! 🙂

Prevenção a Lavagem de Dinheiro

Apesar de fazer parte da rotina diária de muitas pessoas que trabalham em bancos, os procedimentos para a Prevenção a Lavagem de Dinheiro também trazem dificuldade para alguns candidatos à certificação. É importante compreender em que consiste o crime de Lavagem de Dinheiro, quais são as fases em que ele está estruturado, quais informações do cliente devem ser colhidas e como elas auxiliam na identificação de transações suspeitas, quais são as situações em que é obrigatório comunicar às autoridades pertinentes (inclusive, saber quais são elas e quais informações devem ser fornecidas a cada uma) transações automáticas e suspeitas, e quais são as responsabilidades assumidas pela instituição financeira dentro deste processo, além, é claro, de como o crime é combatido e punido. Fique de olho! Este costuma ser um tema que rouba alguns pontos dos candidatos!

Ética na Venda de Produtos de Investimento

Neste ponto, a ANBIMA cobra que o candidato conheça o conceito de Venda Casada e como ele deve ser evitado e a necessidade de oferta de produtos alinhados à idade, horizonte de investimento, conhecimento do produto e tolerância ao risco do cliente, ou seja, seu perfil de investidor, antes de ofertar um produto. Apesar de não constar explicitamente neste ponto do Programa Detalhado da CPA-10, o Código de Certificação traz os Princípios Éticos que devem ser seguidos pelos profissionais certificados: recomendo que você leia e compreenda bem quais são, além de ser capaz de associá-los à prática do dia-a-dia, como, por exemplo, qual princípio ético é ferido no caso de uma venda casada, pois eles costumam ser cobrados na prova!

Análise do Perfil do Investidor (API)

Um dos assuntos mais importantes da prova, não apenas por sua presença garantida nas questões, como também porque é extremamente importante na prática diária. A Análise do Perfil do Investidor busca avaliar alguns critérios previamente definidos pela CVM na Instrução 539/13 como nos Códigos ANBIMA, como vimos nos itens acima. O ponto mais importante é compreender a importância da API, quais critérios ela deve considerar, como eles se relacionam na formação do perfil do cliente e como os produtos oferecidos devem estar ajustados a estes requisitos. Compreendendo esses aspectos, as questões se tornam moleza! Trabalhei na implantação do processo de API entre 2009 e 2010 em fundos de investimento e, posteriormente, na expansão da análise para os demais produtos de investimento da instituição e foi um processo enriquecedor do ponto de vista de compreender a psicologia do investimento e como os investidores compreendem a relação risco e retorno. É importante que você seja capaz de fazer o mesmo, afinal, viu quantas vezes a Análise do Perfil do Investidor é mencionada no Programa Detalhado do Exame de CPA-10 até agora? Pois é! Vale a pena!

Com este tópico, finalizamos a análise do Grande Tema Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor que tem por objetivo aferir o conhecimento dos candidatos sobre os princípios que garantem um atendimento de qualidade, transparente e alinhado aos objetivos do cliente! Lembra-se sempre desse objetivo, tanto no momento da prova (pois pode te ajudar a garantir alguns pontos a mais), como no atendimento aos seus clientes! Este é seu compromisso enquanto profissional certificado! 🙂

Continue ligado nos conteúdos extraordinários que compartilho para te ajudar a ser aprovado na prova de CPA-10, assine nossa lista!

Por hoje é só, pessoal!

Olá, Pessoal!

Como vimos no artigo em que analisamos o Edital, o conteúdo cobrado na prova, expresso no Programa Detalhado da CPA-10, é estabelecido pela ANBIMA, com base na legislação vigente, ou seja, nas Resoluções CMN 3.158 e 3.309. A partir dessas resoluções, a ANBIMA, em conjunto com as instituições participantes, define os principais pontos que deverão ser avaliados, tendo como objetivo, como consta no Programa Detalhado, a “contínua elevação da capacitação técnica dos profissionais que atuam em agências bancárias e cooperativas de crédito, em contato com o público, no processo de prospecção e venda de produtos de investimento”, ou seja, as palavras mais importantes aí são: ELEVAÇÃO DA CAPACITAÇÃO TÉCNICA – não é a busca por mais profissionais certificados, mas sim, por mais profissionais capacitados!

A prova busca verificar o conhecimento dos candidatos sobre as principais características de produtos e os padrões de ética no relacionamento, permitindo uma maior qualidade do atendimento e compreensão dos riscos pelos clientes. Na prática, a expectativa é que o profissional certificado seja capaz de ofertar produtos adequados à expectativa, às necessidades e aos objetivos dos clientes, promovendo a concorrência leal, a padronização dos procedimentos, sobretudo relacionados à análise do perfil do investidor e prevenção à lavagem de dinheiro, e as melhores práticas de atendimento, gerando crescimento do mercado, da poupança dos brasileiros e, consequentemente, da economia do País. Como já falamos em outros momentos, a segurança do mercado é extremamente importante, pois é ela quem atrai investidores. Você aplicaria dinheiro em um mercado que não fosse confiável? Eu não! Rs!

A ANBIMA frisa que serão cobrados dos candidatos conceitos relacionadas ao dia-a-dia de trabalho e não cálculos matemáticos, motivo pelo qual não é necessária a utilização de calculadora matemática na prova de CPA-10. O mesmo vale para a prova de CPA-20. O uso de calculadora é indicado apenas para a certificação CEA.

Para atingir o objetivo da certificação CPA-10, a ANBIMA dividiu o conteúdo em 7 Grandes Temas:

  • Sistema Financeiro Nacional
  • Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor
  • Princípios de Investimento
  • Fundos de Investimento
  • Instrumentos de Renda Variável
  • Instrumentos de Renda Fixa
  • Previdência Complementar Aberta (PGBL/VGBL)

São esses Grandes Temas do Programa Detalhado da CPA-10 que analisaremos nesta série de posts, com o detalhamento da participação na prova, quanto tempo estudar cada um (tendo como base 30 horas de dedicação, ou seja, 10 dias de estudo) e pontos mais importantes que melhoram sua nota na prova.

No post de hoje, detalharemos o Programa do Grande Tema SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL, do Programa da Prova de CPA-10.

Sistema Financeiro Nacional

De acordo com o Programa Detalhado da CPA-10, o Grande Tema Sistema Financeiro Nacional está presente em 5 a 10% das questões da prova, isso significa que são, em média, 4 a 5 questões das 50 que formam a prova. Considerando essa participação, sugerimos um tempo de estudo de 3 horas para este Grande Tema. Os assuntos abordados são de Grau de Dificuldade Médio, já que são, em sua maioria, conceitos que já fazem parte do dia-a-dia, principalmente de quem já trabalha em bancos e com investimentos.

O conceito primordial desse Grande Tema é compreender o que é intermediação financeira, qual é a função dos intermediários financeiros e como está estruturado o Sistema Financeiro Nacional, que busca a redução dos riscos e o incentivo à governança entre os participantes.

Com este objetivo em mente, o Grande Tema foi dividido em Subtemas:

  • Órgãos de Regulação, Autorregulação e Fiscalização;
  • Principais Intermediários Financeiros: conceito e atribuições; e
  • Outros Intermediários ou Auxiliares Financeiros: conceito e atribuições.

Órgãos de Regulação, Autorregulação e Fiscalização

O Programa Detalhado da prova de CPA-10 traz os principais órgãos que garantem a Governança do Sistema Financeiro Nacional e, inclusive, elenca as principais atribuições vinculadas a eles que são cobradas na prova:

Conselho Monetário Nacional (CMN) – REGULAR a constituição e regulamentos das Instituições Financeiras; ESTABELECER medidas de prevenção ou correção de desequilíbrios econômicos; DISCIPLINAR todos os tipos de crédito. – PONTOS IMPORTANTES: O CMN é a instância máxima do Sistema Financeiro Nacional, vinculado ao Governo Federal, e responsável pela DEFINIÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA. É a partir das determinações do CMN que o Banco Central atua. O mais importante aqui é compreender que o CMN é um ÓRGÃO REGULADOR, ou seja, define as políticas, mas não as executa.

 

Banco Central do Brasil (oficialmente, BC; também chamado de BACEN) – AUTORIZAR o funcionamento e FISCALIZAR as Instituições Financeiras; EMITIR moeda; CONTROLAR crédito e capitais estrangeiros; EXECUTAR a política monetária e cambial – PONTOS IMPORTANTES: O BACEN é o órgão que EXECUTA as ações necessárias para o cumprimento da política econômica (emitir moeda, controlar crédito e capitais estrangeiros, executar a política monetária), além de ser responsável por FISCALIZAR as instituições financeiras e aprovar o seu funcionamento. Outro ponto muito importante a ser lembrado é que CÂMBIO é sempre atribuição do BACEN!

 

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – PROMOVER medidas incentivadoras da canalização de poupança ao mercado de capitais; ESTIMULAR o funcionamento das bolsas de valores e das instituições operadoras do mercado de capitais; PROTEGER os investidores do mercado de capitais. – PONTOS IMPORTANTES: A atuação da CVM é bastante similar a um conjunto das atribuições do CMN e do BACEN; a Autarquia é responsável por REGULAR e FISCALIZAR o Mercado de Capitais e essa é a principal diferença entre a CVM e o BACEN, ou seja, a CVM regula e fiscaliza apenas mercado de capitais (fundos de investimento, bolsa e corretoras de valores, emissão de debêntures, oferta inicial de ações etc.). Uma das principais atribuições da CVM é PROTEGER o investidor que aplica nesse mercado e ela executa isso por meio da regulação e da fiscalização do mercado e de diversas iniciativas que buscam levar conhecimento para o investidor. A CVM não atua no mercado de câmbio.

Superintendência de Seguros Privados (SUSEP)CONTROLAR e FISCALIZAR dos mercados de seguro e previdência complementar aberta; FISCALIZAR a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras e Entidades de Previdência Privada Aberta; PROTEGER os investidores desses mercados. – PONTOS IMPORTANTES: Se você se perguntou o por quê da SUSEP fazer parte do programa da prova de CPA-10 se Seguros Privados não são abrangidos pela prova, aposto que a lista de principais atribuições acima te fez repensar. Além de seguros, a SUSEP CONTROLA e FISCALIZA as Entidades de Previdência ABERTA. Importante que você saiba a diferença entre Previdência Aberta e Previdência Fechada, já que possuem características, público e órgãos reguladores e fiscalizadores diferentes! Veja também que a função da SUSEP é bastante parecida com a da CVM, sendo apenas o foco de atuação diferente!

Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) – O papel da ANBIMA e atividades desenvolvidas: representação, autorregulação, informação e educação. A autorregulação; mecanismos de supervisão e atividades autorreguladas; Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certificação Continuada; Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas de Distribuição de Produtos de Investimento no Varejo. – PONTOS IMPORTANTES: Eu sempre volto na questão de que é extremamente importante que você conheça a ANBIMA, entenda como funciona a sua atuação e compreenda como a certificação CPA-10 se relaciona com tudo isso. E não é só porque eu sou chata, não! É, principalmente, porque é isso que a prova cobra de você, como um todo, não apenas nas questões relacionadas diretamente à ANBIMA. Porém, neste Grande Tema é que vemos o que a ANBIMA quer que você demonstre saber sobre ela. O mais importante, portanto, é conhecer os 4 pilares de atuação da ANBIMA e como a ANBIMA atua em cada um deles; saber que a ANBIMA é um órgão AUTORREGULADOR, portanto, que as regras por ela criadas, são COMPLEMENTARES à regulamentação emanada pelos órgãos reguladores oficiais e que somente as INSTITUIÇÕES ADERENTES são OBRIGADAS a seguir os seus Códigos de Regulação e Melhores Práticas. Também é importante compreender os objetivos e as obrigações dos códigos que embasam as questões da prova (Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certificação Continuada – claro, e Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas de Distribuição de Produtos de Investimento no Varejo – óbvio) e que a ANBIMA não atua no mercado de câmbio.

Principais Intermediários Financeiros

Neste ponto do Programa, a ANBIMA está tratando diretamente dos BANCOS, pois são eles os responsáveis pela intermediação financeira, ou seja, o processo de RECEBER recursos como investimento pagando juros  e EMPRESTÁ-LOS cobrando juros superiores aos dos investimentos, recebendo LUCRO por essa operação, o chamado SPREAD BANCÁRIO. Você deve compreender a diferença entre:

– Banco Comercial (comercializa apenas produtos de crédito e de investimentos emitidos pelo próprio banco);

– Banco de Investimentos (comercializa apenas produtos de investimento no Mercado de Capitais, como debêntures, ações, cotas de fundos de investimento); e

– Bancos Múltiplos (comercializam tanto produtos de crédito e de investimentos emitidos pelo próprio banco quanto produtos do Mercado de Capitais, seguros e previdência).

Outros Intermediários ou Auxiliares Financeiros: conceitos e atribuições

 

Como o próprio nome do Subtema já entrega, o mais importante é que você seja capaz de compreender os conceitos e as atribuições dos demais intermediários e auxiliares financeiros Além disso, é bom ficar ligado nas diferenças entre eles, nas funções que cada um deles executa e, principalmente, QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS PARA O INVESTIDOR! Os intermediários e auxiliares financeiros que são cobrados no Exame de CPA-10 são:

  • B3 S/A – Brasil, Bolsa e Balcão;
  • Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários;
  • Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários; e
  • Sistemas e Câmaras de Liquidação e Custódia ou Clearings – SELIC e Câmaras de Liquidação da B3 S/A – Brasil, Bolsa e Balcão (Clearing BM&FBOVESPA; Clearing de Ações; Clearing de Ativos, Clearing de Derivativos e CETIP).

A respeito dos intermediários, vale a pena focar o estudo nas Clearings, principalmente as mais utilizadas no mercado financeiro: SELIC (títulos públicos), CETIP (títulos privados e câmbio) e Clearing BM&FBovespa (ações), que são as com maior incidência de questões na prova. Mas não deixe de estudar, afinal, não há garantias de que sua prova vai seguir a tendência!

Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB

Neste ponto, o Programa Detalhado da CPA-10 é claro em dizer que você deve conhecer o conceito do SPB – sistema responsável por liquidar, ou seja, efetivar, as operações de transferências de recursos entre clientes de diferentes bancos. É importante compreender como o Sistema colabora para a segurança e governança do Sistema Financeiro Nacional, quais produtos são liquidados por meio dele (cheques, DOC, TED) e os prazos em que isso ocorre.

Viu só como todos os atores do Sistema Financeiro Nacional estão interligados e como os processos são realizados de forma a tornar as transações seguras para os investidores? Pronto! Estes foram os conceitos que serão cobrados com relação ao Grande Tema Sistema Financeiro Nacional! No próximo post desta série, detalharemos o Grande Tema Ética, Regulamentação e Análise do Perfil do Investidor, não perca!

E se você ainda não sabe por onde começar o seu caminho para ser aprovado na prova de CPA-10, não deixe de fazer o nosso Simulado Grátis e ganhe um Plano de Estudos Personalizado! Corra que a promoção é por tempo limitado! 😉

Por hoje é só, pessoal!

ps: não perca nenhum post! Assine nossa lista!

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Olá, Pessoal! Neste artigo, vim falar sobre os procedimentos “burocráticos” para se inscrever na CPA-10! Preparei com muito carinho este Guia, a partir do Edital da Prova, para facilitar o caminho para a certificação e para que você seja um profissional EXTRAORDINÁRIO!

Vamos lá?

QUEM PRECISA TER CPA-10

A Certificação ANBIMA Série 10, conhecida como CPA-10, faz parte do Pilar EDUCAR de atuação da ANBIMA e “certifica profissionais que atuam na prospecção ou venda de produtos de investimento diretamente para o público, em agências bancárias ou plataformas de atendimento”, conforme definição da própria ANBIMA. A certificação é obrigatória para os Profissionais que atuam oferecendo produtos de investimento nas Instituições que aderiram ao Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certificação Continuada (veja a lista aqui).

Mesmo para profissionais que trabalham em instituições financeiras que não aderiram ao código, a CPA-10 é indicada, pois atende à Resolução CMN nº 3158/2005, que determina que todos os funcionários de instituições financeiras que trabalham na comercialização de produtos de investimento DEVEM possuir certificação financeira. SIIIM! É obrigatório para todos que oferecem produtos de investimento, inclusive caixas e auxiliares de gerentes. Caso o funcionário seja flagrado comercializando produtos de investimento sem possuir CPA-10 e a instituição for aderente ao Código ANBIMA de Certificação, ou se o funcionário não possuir uma certificação que substitua a CPA-10 em casos de instituições não-aderentes, a empresa sofre procedimento de apuração, que pode resultar em punições, como multas, por exemplo. Além disso, a certificação é indicada, é claro, para profissionais interessados em trabalhar em Agências Bancárias.

Saiba para quem é indicada a certificação ANBIMA CPA-10

CONHEÇA A ANBIMA E A PROVA

Se você faz parte desse público, é hora de começar a se preparar para o exame de certificação ANBIMA. E sabemos que, quanto mais rápido, melhor! Afinal, nenhuma vaga ou oportunidade de promoção vai ficar esperando!

O primeiro passo é acessar o site da ANBIMA – você realmente tem que conhecer a Associação que oferece o exame que quer prestar. Leia cada uma das seções (aproveite que a aba “Educar” é a última), conheça os associados, a Diretoria, os pilares de atuação, enfim, compreenda profundamente como a prova de CPA-10 está relacionada com esse contexto. Pode parecer bobagem ou perda de tempo agora, mas, ACREDITE EM MIM: vai te ajudar muito no momento da prova!

Na página específica da certificação CPA-10, na seção à direita “Biblioteca de Documentos”, você encontra o Edital e o Programa Detalhado da Prova que também recomendo fortemente que leia com atenção. MESMO. Aí está exatamente o que a ANBIMA espera de você, enquanto candidato ao título de Profissional Certificado CPA-10. Entendeu porque a leitura é tão importante, né? Não vale a pena confiar apenas no que está na internet – às vezes, é melhor buscar a informação diretamente da fonte, principalmente, no momento de definir sua estratégia de estudos. Mas se você não tem tempo ou se o Edital e o Programa Detalhado parecem grego, não se preocupe! Fiz uma série de posts para o blog em que analiso o Programa Detalhado por Grande Tema, indicando quais são os principais pontos e quanto tempo estudar cada um!

SAIBA A DIFERENÇA ENTRE CERTIFICAÇÃO E ATUALIZAÇÃO

Logo na página da CPA-10, você encontra uma breve descrição da certificação e dos profissionais a quem ela é indicada, e dois botões: Inscreva-se na CPA-10 e Atualização CPA-10. Segura a ansiedade que, antes de clicar nos botões, você pode rolar a página para baixo e encontrar um quadro com um resumo comparativo entre o Exame CPA-10 e a Atualização CPA-10; leia o quadro com atenção para compreender melhor o processo de certificação. À sua direita, você também encontra o Material de Estudos Gratuito desenvolvido pela ANBIMA.

Quadro Comparativo com informações importantes sobre a CPA-10 – fonte: ANBIMA

TAXA DE INSCRIÇÃO

Pronto, agora sim, é hora de clicar no Botão “Inscreva-se na CPA-10”. Veja que a ANBIMA informa que, em alguns casos, a inscrição no Exame é realizada pelo RH da instituição, confira se é o seu caso – era o meu na instituição em que trabalhei – e siga para os próximos passos. Se não for o seu caso, você pode fazer uma inscrição avulsa. O custo da inscrição é dividido entre primeira certificação e renovação, por prova ou curso, e também se o profissional é funcionário de instituição associada ou não, mas, na prática, como você pode ver na arte abaixo, a diferença é somente de R$ 50,50 entre associados e não associados.

Custo atualizado da inscrição na CPA-10

Algumas instituições oferecem reembolso da taxa de inscrição em caso de aprovação – isso pode ser um incentivo para você se inscrever! Somente após o pagamento da taxa é possível agendar a realização da prova.

AGENDANDO A PROVA

Antes mesmo de se inscrever e pagar a taxa, você pode consultar as datas em que o Exame será oferecido na sua região rolando a página da CPA-10 mais para baixo e clicando no botão “Calendário de Provas”, então, é só selecionar Exame de Certificação CPA-10 e Estado e Município em que deseja realizar a prova. Pronto!


ATENÇÃO! Não confunda Exame de Atualização CPA-10 com Exame de Certificação CPA-10! O Exame de Atualização é destinado a profissionais certificados, cuja certificação esteja válida e próxima da data de expiração (no mínimo, 30 meses e no máximo, 5 anos, contados a partir da data de certificação)! Se este não for seu caso, ou seja, se você nunca se certificou ou se sua certificação está vencida, você deve selecionar a opção Exame de Certificação CPA-10!


Neste Calendário, você pode visualizar datas para a prova com até 2 meses de antecedência, o que pode ser uma excelente oportunidade para organizar os estudos e colocar uma meta para a data de realização do exame. Porém, não se preocupe! É possível Cancelar ou Remarcar a data da prova até 8 dias ANTES da data para a qual você agendou o exame, portanto, se você agendar o exame para o dia 15, por exemplo, tem somente até o dia 07 do mês para cancelar ou remarcar a data do exame. Se você preferir, deixe para agendar o exame quando se sentir preparado para a prova e, então, inscreva-se para a data mais próxima o possível. Muitas vezes, é possível realizar o exame na mesma semana do agendamento!

Também é possível que pessoas com deficiência e lactantes solicitem condições especiais para realização da prova, de acordo com os critérios e procedimentos descritos no Edital.

PASSO-A-PASSO

Veja, a seguir, nosso infográfico com o passo-a-passo para realizar o Exame de Certificação ANBIMA CPA-10!

Passo-a-passo para facilitar sua inscrição na CPA-10

Com a inscrição paga e a prova agendada é só correr para o abraço, ou melhor, para a prova!

Logo no início deste artigo, falamos sobre a importância da leitura atenta de cada um dos pontos do Programa Detalhado da CPA-10 da ANBIMA. Porém, sabemos que às vezes o tempo é curto e que compartilhando conhecimento fica mais fácil trilhar um caminho de sucesso: estou preparando um artigo em que analiso cada um dos Grandes Temas do Edital! Isso mesmo! Quanto representam de participação nas questões da prova, quanto tempo estudar e os pontos mais importantes que melhoram a sua nota cada um deles! Vamos lá?

E não deixe de conferir as 5 DICAS FUNDAMENTAIS PARA SER APROVADO NO CPA-10 que eu dei nesse post aqui!

Se você gostou deste conteúdo, inscreva-se na nossa lista e receba sempre conteúdos atualizados sobre mercado financeiro, exames de certificação e dicas de estudo para que seu aprendizado seja mais profundo e duradouro!

Por hoje é só, pessoal!

Bons estudos!

dicas-para-passar-na-cpa-10 “A diferença entre ordinário e extraordinário é esse pequeno extra.”
 fonte: www.brainyquotes.com

Você quer, você precisa, você TEM QUE TIRAR A CERTIFICAÇÃO CPA-10. Não faltam textos na internet, conteúdo no youtube, apostilas gratuitas, simulados e e-books grátis para te ajudar neste processo. É só estudar, fazer simulado, fazer a prova e, PLIM! Você está certificado.

fonte: www.unsplash.com

Ou não.

São tantos depoimentos na internet de pessoas que estudaram sozinhas e conseguiram percentuais de 78%, 86%, 94%, até mesmo 100% de acertos, mal pegando em uma apostila… Isso pode te motivar a tentar também. Com a cara e a coragem. Ou com medo de não ser aprovado, ter que olhar no espelho e pensar: “por que EU não consigo?”

cpa-10-dicas-thais-felix Talvez você não tenha estudado o suficiente. Talvez você não tenha tido acesso a materiais, exercícios e simulados atualizados e de qualidade. Talvez você simplesmente não nasceu pra isso e deveria buscar outra profissão. CALMA! Não é nada disso (ou é, vejamos a seguir!).

Sabe o que quase ninguém te conta? Que a taxa de reprovação dos exames de Certificação CPA-10, conforme dados da própria ANBIMA é de quase 50%!

Isso mesmo: de cada 10 pessoas que se inscrevem para fazer a prova de CPA-10, apenas 5 são aprovadas. E sabe por que elas são aprovadas e as outras não? Talvez elas já soubessem o assunto, estudaram muito com os melhores materiais ou, ainda, pagaram uma fortuna em um curso preparatório espetacular. Ou tiveram acesso a alguma lista de como ser aprovado – em uma rápida busca no Google, você encontrará MUITAS listas de dicas fundamentais para ser aprovado.

Mas esta lista aqui vai além do que é fundamental. São tantos anos de experiência (12 anos!!!) nesse segmento, que agora eu apresento para você as 5 DICAS PARA SER APROVADO NO CPA-10 QUE NINGUÉM TE CONTOU ANTES! Duvida? Então, vamos lá!

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DICA 1. Entenda o Porquê de Você Querer/Precisar/Ter que Tirar a CPA-10

Bom, para começar, eu te pergunto uma coisa que quero que você responda com a maior sinceridade do mundo:

Por que você quer/precisa/tem que tirar a CPA-10?

Se a sua resposta é parecida com qualquer uma dessas aqui:

– Porque meu chefe mandou, ué?

– Porque eu quero ganhar mais, ué?

– Porque eu quero ter um emprego, ué?

– Porque meu amigo fez e foi promovido, ué?

– Porque eu não quero ser mandado embora, ué?

Se você ainda não sabe, então, eu vou te explicar:

É LEGALMENTE OBRIGATÓRIO QUE OS BANCÁRIOS TENHAM CERTIFICAÇÃO FINANCEIRA

Ué? Você não sabia? Pois, sim! O Conselho Monetário Nacional, também conhecido pela sigla CMN anota essa parte que cai na prova 😉 – responsável por regulamentar todo o Sistema Financeiro Nacional, instituiu na Resolução CMN nº 3158/2005, que todos os funcionários de instituições financeiras que trabalham na COMERCIALIZAÇÃO de PRODUTOS DE INVESTIMENTO devem possuir certificação financeira. Oferta Poupança? Tem que ter. Oferta CDB? Tem que ter. Oferta Fundos de Investimento? Tem que ter. LCI, LCA, Tesouro Direto? Sim, tem que ter. “Mas eu sou caixa!” Mas se oferece produto de investimento, tem que ter CERTIFICAÇÃO FINANCEIRA. “Mas tem que ser CPA-10?” Tecnicamente, não. Mas na maioria das vezes, sim. Já, já voltamos neste assunto.

A necessidade de certificação financeira (e você pode ler na íntegra a Resolução do CMN aqui vem da obrigação do CMN em manter a GOVERNANÇA (e se você está pensando em prestar a prova ou já está estudando, é melhor anotar essa palavra em post-its e distribuir por todos os lugares por onde você passa) do mercado: ou seja, garantir que o mercado seja justo, seguro e bem regulamentado, protegendo todos os participantes – Governo, Bancos e Investidores. Assim, quando certificado, o profissional atesta que tem conhecimento suficiente sobre o mercado financeiro, principais instrumentos financeiros, riscos e características e é capaz de alinhar isso às expectativas e características do cliente, evitando frustrações, perdas financeiras inesperadas e práticas ilícitas. Ufa!

Como uma pessoa que oferta produtos de investimento, você representa para o seu cliente todo o mercado financeiro. E o CMN PRECISA que você esteja preparado para essa função!

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E ONDE ENTRA A ANBIMA NISSO TUDO AÍ?

A prova de CPA-10 é oferecida pela ANBIMA, certo? Mas, who is ANBIMA? Você pode me perguntar, mesmo eu sabendo que você sabe a resposta e só está perguntando para testar o meu conhecimento e eu vou responder só pra você saber que eu sei que você sabe… enfim, a ANBIMA é a Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais, ou seja, um agrupamento, um conjunto, uma… associação! de bancos, entre eles, os principais nomes que conhecemos do mercado bancário brasileiro, como Itaú, Bradesco, Santander, CAIXA, Banco do Brasil.

A ANBIMA é o braço de representação da sociedade (bancos + clientes) no mecanismo de Governança do Sistema Financeiro Nacional e atua em 4 pilares, de modo a garantir que seus associados cumpram as melhores práticas de mercado em seus serviços, incluindo a oferta de produtos de investimento. Ao se associarem à ANBIMA, os Bancos aderem aos seus Códigos de Autorregulação e passam a cumprir às exigências destes, que estão alinhadas àquelas expedidas pelo Governo Federal e ao seu objetivo de existência. Entre os Códigos, a ANBIMA criou o Código ANBIMA de Certificação Continuada, que atende aos objetivos do CMN e vai além, criando “níveis” de certificação financeira, que vão da mais comum (CPA-10) até mais específicas, como o CEA (para consultores de planejamento financeiro) e o CGA (para gestores de recursos). Mas esse é uma assunto para um artigo próprio.

dicas-fundamentais-para-passar-na-cpa-10-thais-felix-escola-prospera Portanto, mais do que ter uma motivação pessoal (garantir o emprego, acalmar o chefe ou conseguir uma promoçãozinha que é sempre bem-vinda), tenha em mente que SER UM PROFISSIONAL CPA-10 É UMA RESPONSABILIDADE que você assume perante o Governo Federal, a ANBIMA, o Banco e seus clientes. Leve a sério essa responsabilidade e você já terá dado um passo a frente rumo ao seu sucesso na prova! Mais que um profissional certificado, você será um profissional EXTRAORDINÁRIO, e este é seu principal objetivo!

E por falar em seguir, vamos para a dica número 2.

DICA 2. ESTUDE, ESTUDE E ESTUDE

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Seja legal com os nerds. Você pode acabar trabalhando para eles. Todos nós podemos.”― Charles J. Sykes

Neste ponto, você já deve ter percebido que mais que ter sido aprovado numa prova, ser um profissional CPA-10 é uma responsabilidade. Estar preparado para a CPA-10 é mais que estar preparado para a prova. Vamos imaginar que a ANBIMA tenha umas 500 questões diferentes sobre todo o edital da prova de CPA-10 (que inclusive, você pode baixar clicando aqui. A prova é composta por 50 questões, ou seja, você irá responder uns 10% das questões que a ANBIMA deve ter em seu banco de questões (e eu desconfio que seja mais que isso…). Vamos supor que você seja aprovado (e se seguir essas dicas, já aumenta em 80% suas chances). Vamos supor que um cliente senta na sua frente e te faz uma pergunta. E essa pergunta não caiu na sua prova. E você não estudou para ela, porque, né? Aquela lista dizia que não precisa se preocupar com isso que dificilmente cai na prova. Aquela pergunta não caiu na sua prova, mas as suas lágrimas agora estão caindo, de desespero!

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“Ah, mas isso não vai acontecer comigo! Eu manjo, eu sei, eu conheço TUDO de mercado financeiro! Eu sou até certificado! Eu tenho CPA-10!”

VOCÊ SEMPRE PODE APRENDER MAIS!

Hummm… Deixa eu te contar uma história: quando eu ainda era funcionária do banco, minha irmã foi aprovada no vestibular e financiou a faculdade com crédito educacional – eu fui sua fiadora. No dia em que fomos assinar o contrato, enquanto aguardávamos o gerente finalizar os procedimentos, o telefone dele tocou e ele pediu licença para atender. Demos. Parece incrível, mas a dúvida era exatamente sobre fundos de investimento e a resposta foi: “A diferença entre fundos com dividendos e fundo PIBB é que fundos com dividendos pagam dividendos e fundos PIBB, não!”.

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 Sim, um gerente certificado não sabia a diferença entre um fundo PIBB e um fundo que paga dividendos. Com certeza, ele era certificado. Provavelmente, essa pergunta não caiu na prova dele. Agora, se o cliente ficou esclarecido, eu não tenho dúvidas, ele continuou com as suas! Não seja esse profissional. Estude para saber, para conhecer, para ser capaz de orientar seu cliente com clareza. Não estude só para passar na prova. Isso é o de menos, sério mesmo! Esforce-se para receber o título de profissional certificado, e passar na prova será apenas uma das consequências.

MAS ESTUDAR COMO? TEM JEITO CERTO?

Tem, sim! Tem jeito certo de estudar para qualquer prova, matéria ou curso que você irá fazer. Mas não sou quem pode te dizer qual é a melhor forma de VOCÊ estudar. Sabe por que? Porque os processos de aprendizagem são diferentes entre cada pessoa, são diferentes entre cada faixa etária e são diferentes de acordo com a rotina de cada pessoa. Você se lembra do seu amigo da escola que era fera em matemática mas sempre se dava mal em história? Ou aquela outra pessoa que se saía super bem em provas de múltipla escolha mas não conseguia fazer sair uma linha numa prova dissertativa? Ou aquela pessoa que estudava ouvindo música, enquanto você, se ouvisse um único piu, já via a concentração sair voando pela janela?

Cada pessoa tem um conjunto único de habilidades e capacidades, natas ou desenvolvidas, que a torna completamente diferente de outras pessoas. Você precisa conhecer as suas. Quais são os assuntos da prova que você já domina minimamente? Quais são os que você tem mais dificuldade e quais você domina completamente? Comece fazendo uma lista a partir daí. Não tem ideia de quais sejam? Você pode começar analisando o Edital da Prova de CPA-10 para ver o que é exigido (temos um vídeo sobre isso aqui: INCLUIR LINK QUANDO HOUVER), por exemplo. Você também pode começar fazendo um simulado e ver quais são seus percentuais de acerto por Grande Tema do Edital. Se você quiser, temos um simulado gratuito que você pode fazer em nossa escola e saber quais são seus pontos fortes, fracos e a melhorar para a prova, clicando aqui.

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VOCÊ É MAIS PRODUTIVO EM ALGUM MOMENTO DO DIA

Para algumas pessoas, estudar pela manhã é melhor, porque a concentração está afiada, enquanto outras pessoas se sentem sonolentas nesse período e a concentração vem com mais força a tarde. Outras, ainda, só conseguem absorver o que estudam à noite, depois de terem cumprido todas as obrigações. E você? Qual é o seu melhor momento? Em qual momento do dia você se sente mais eficiente para estudar? É possível incluir uma ROTINA DE ESTUDOS neste período?

 Se conseguir alinhar sua rotina às suas capacidades físicas, você conseguirá resultados de concentração melhores e, consequentemente, será capaz de raciocinar e compreender melhor os conceitos necessários para sua prática profissional e para ser aprovado na prova de CPA-10.

SUPER-SENTIDOS: TIRE BENEFÍCIOS DO SEU CÉREBRO

Vamos fazer um exercício simples, mas que pode te ajudar muito a tirar o melhor proveito do seu próprio cérebro:

Se você tivesse que:

(a) ler

(b) ouvir

(c) ver

(d) todos acima

uma palestra de 50 minutos sobre um assunto que desperta seu interesse, qual desses recursos você preferiria?

A resposta dessa questão diz muito sobre você. De acordo com conceitos da Andragogia , as pessoas possuem diferentes Estilos de Aprendizagem, ou seja, aprendem mais com um estímulo que com outro (que pode ser visual ou auditivo), enquanto outras pessoas precisam de mais de um estímulo (sinestésico, como um vídeo, por exemplo, que é visual e auditivo, ao mesmo tempo). Eu, por exemplo, não vejo diferença em meu aproveitamento se estou lendo, ouvindo ou vendo um conteúdo, mas sinto necessidade de anotar. Se não faço anotações, não consigo fazer o conteúdo durar a longo prazo, o que deve ser o objetivo de qualquer estudo e aprendizagem. Sou sinestésica, mas, prioritariamente, visual (a escrita é uma forma de estímulo visual!).

A partir de suas próprias percepções em relação aos estudos que você realizou até hoje e do teste que fizemos acima, você é capaz de identificar qual tipo de material funciona melhor para você? Então, identifique e foque seus estudos naquilo que melhor funciona PARA VOCÊ! Pode ser que seja uma apostila, um curso online, um podcast. Só não perca tempo lendo apostilas de mil páginas quando você precisa de estímulo auditivo: ao final, a leitura não terá valido nada, terá sido perda de tempo e, provavelmente, de alguns pontos na prova!

Resumindo: relembre seus pontos fortes, reforce seus pontos a melhorar e foque nos seus pontos fracos e estude usando os momentos e métodos mais adequados para VOCÊ! Com um plano de estudos personalizado, fica muito mais fácil, rápido e efetivo estudar.

Agora que você já conhece as motivações e as estratégias mais adequadas para potencializar seus estudos, chegamos ao momento em que vamos expandir nossas fronteiras!

 DICA 3: APROVEITE O QUE ESTÁ AO SEU REDOR

Dificilmente vemos a dica 3 em qualquer material de dicas para ser aprovado no CPA-10. Normalmente, lemos sobre métodos milagrosos, receitas infalíveis, cursos caríssimos… mas poucos nos ensinam a olhar ao nosso redor nesse momento. E isso é importantíssimo, já que o ser-humano é um ser social e, como tal, precisa interagir o tempo todo. Ficar trancado em um sábado de sol lendo sobre como se formam os preços dos títulos de renda fixa pré-fixados vai ajudar muito menos que sair para almoçar com o seu amigo que trabalha no Banco operando títulos de renda fixa! Aproveite para tocar no assunto e ouça como é esse processo pelo raciocínio de quem faz isso todos os dias!

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Ok, não são todas as pessoas que têm amigos que trabalham diretamente em rotinas que usam os conceitos abordados na prova de CPA-10. Mas eu tenho certeza que você conhece alguém, pode ser pela internet também, que já prestou a prova de CPA-10 ou até mesmo de CPA-20 ou CEA. Pode ser um gerente da agência ou um colega de outro departamento. Se você ainda não trabalha no banco, pode ser uma ótima oportunidade para se apresentar ao gerente que cuida da sua conta, falar de seu interesse e conversar com ele sobre a certificação e sua aplicação no dia-a-dia de trabalho. Quem sabe até não surja uma recomendação daí? 😉

A INTERNET TEM TUDO O QUE VOCÊ PRECISA

Se você achar essa dica difícil de ser cumprida fisicamente, leia artigos na internet, participe de grupos e comunidades de discussão, siga blogs, páginas e canais que tratem de assuntos relacionados à prova. Você terá acesso a diversos pontos de vista e poderá refletir melhor sobre aquilo que está estudando com o material direcionado ao Edital da prova. Também poderá tirar suas dúvidas, auxiliar esclarecendo dúvidas de colegas e desabafar sobre dificuldades que tenha encontrado.

Quando compartilhamos, aprendemos muito mais e por mais tempo! Não se esqueça que o seu objetivo vai além de ser aprovado na prova: seu objetivo é SE TORNAR UM PROFISSIONAL EXTRAORDINÁRIO para o seu cliente.

Para aqueles que possuem uma restrição de tempo para se dedicar, uma excelente oportunidade de alinhar todos esses elementos, é procurar um curso online que ofereça plano de estudos personalizado; materiais sinestésicos, auditivos e visuais; fóruns para discussão e atendimento de dúvidas por Redes Sociais e Whatsapp. Assim, você aprende com os melhores profissionais e ainda conta com suporte humano, real. Toda a comodidade de um curso online e todo o suporte interativo de um curso presencial.

APLIQUE OS CONCEITOS NOS SEU DIA-A-DIA

Se você já trabalha no dia-a-dia com produtos de investimento, ative o modo CURIOSO e pesquise TODOS os produtos de investimento que a instituição oferece, compare com as regras que constam nos materiais de estudo, analise como são aplicadas e avalie se são aplicadas adequadamente. Você pode, inclusive, sugerir melhorias para os responsáveis e ainda ganhar alguns pontos-EXTRA na sua carreira! 🙂 Veja as rentabilidades dos produtos e se consegue associá-los ao momento econômico. Associe a que perfil de investimento o produto é mais adequado. Crie conexões entre seu trabalho e o conteúdo da prova – você só tem a GANHAR!

DICA 4. APROVEITE OS SEUS POTENCIAIS EM TODOS OS MOMENTOS

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Com nossas dicas anteriores, tentamos despertar em você a consciência sobre a prova e sobre como você está relacionado com ela, buscando em você mesmo as respostas que você mais precisa. Como já falamos diversas vezes, os conceitos podem ser encontrados com facilidade em muitos meios. Saber aproveitá-los adequadamente vai depender de você!

Uma forma simples e que dificilmente é abordada em outros materiais, de aplicar estas dicas é quanto à escolha da data e horário para fazer a prova.

NÃO ESPERE MAIS

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 Marque a prova assim que se sentir preparado para ela. Sim, você estudou, se preparou, buscou apoio para ir além. Agora, não é mais hora de esperar. Com nossas dicas, buscamos que o seu aprendizado seja profundo e duradouro, ou seja, que ele vá além da aprovação na CPA-10. Mas não vale a pena dar sorte para o azar: o fato é que alguns conceitos serão mais claros para você, mesmo que o tempo passe. Outros, por outro lado, podem ser mais frágeis e com o passar do tempo se tornarem difíceis de serem lembrados… sabe aquela sensação de “Já ouvi falar sobre isso, mas não consigo lembrar exatamente do que se trata”? Não deixe que isso aconteça com você! Não deixe passar muito tempo entre o curso e a prova. Não deixe que seu cérebro boicote aquilo que você demorou tanto para construir. AGENDE A PROVA ASSIM QUE SE SENTIR PREPARADO.

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SIGA SEUS OBJETIVOS

Algumas pessoas funcionam melhor sob pressão. Eu sou uma delas. Definir uma deadline funciona para minha produtividade que é uma beleza: consigo me organizar, escrever um plano de ação e cumpri-lo. Já se não houver um prazo, vou priorizando outras coisas e, quando vejo, deixei passar uma oportunidade, gastei tempo demais com aquele seriado, esfriei a minha empolgação.

 Se você for como eu, faça o contrário da dica anterior: agende a prova antes! Isso mesmo! Dê a você mesmo um prazo para se preparar, organize a sua rotina, defina quantas horas serão dedicadas ao estudo (seja honesto com você mesmo para que consiga cumprir seus próprios prazos) e agende a prova para a data mais próxima do seu planejamento. No site da ANBIMA é possível agendar exames com até 2 meses de antecedência.

Se você optou por um curso, seja ele online ou presencial, aproveite o prazo do curso para definir a data da sua prova. Além disso, alguns cursos oferecem revisões, ao final do curso,ou agendadas, que você pode fazer o mais próximo possível da data da prova, para relembrar todos os conceitos e, principalmente, trazer à memória mais recente aqueles conceitos que foram menos absorvidos pelo sua memória de longo prazo. Uma revisão ajuda – E MUITO – a melhorar os processos cognitivos e deixá-los afiados para o dia da prova.

LEMBRA QUE TODO MUNDO TEM UM PERIODO DO DIA EM QUE É MAIS PRODUTIVO?

Aproveite que você já sabe qual é o seu e marque a prova neste período! Muitas são as dicas sobre marcar a prova no período da manhã, de preferência, antes do expediente. Ela é válida para muitas pessoas mas, para algumas, não. Saiba qual é o SEU período mais produtivo e, tudo bem se for depois do expediente. O importante é que seja um horário confortável para VOCÊ, em que VOCÊ poderá aproveitar melhor o seu aprendizado e seu conhecimento. Este é o melhor horário para agendar a prova.

E por falar em prova…

Dica 5 – TIRE O MÁXIMO PROVEITO DO DIA DA PROVA

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Chegou o grande dia! Você se conheceu, se preparou, agendou e, finalmente, chegou a hora. Suas mãos esfriam, seu coração palpita, seu pensamento embaralha. Você não tem certeza de onde está e mal consegue reconhecer seu nome. Parece que é o dia do seu casamento, né? Então, NÃO É! É o dia da prova, mas é, também, apenas, o dia da prova.

Não deixe que o nervosismo afete você! Lembre-se de quem você é, do quanto se preparou e de tudo que sabe – sobre você, sobre o mercado financeiro, sobre a prova. Você está preparado e isso é o mais importante de tudo.

RESPIRE!

Se o nervosismo bater, respire fundo. Você já é um profissional EXTRAORDINÁRIO. A certificação virá para atestar isso.

Com o raciocínio no lugar, será mais fácil evitar erros grotescos que algumas pessoas cometem na prova de CPA-10, como confundir assinalar a “alternativa incorreta” com “alternativa correta”, não ler um “exceto” no enunciado, deixar de perceber um “todo” que torna a alternativa incorreta… Você precisa estar completamente concentrado na prova para conseguir vencê-la. Deixe seus medos de lado e conquiste mais pontos!

fonte: GIPHY

Eu poderia ter escrito a conclusão logo depois do gif da cesta. Mas eu não conseguiria dormir a noite se eu não falasse sobre um último ponto, a SUPER-DICA EXTRA!

SUPER-DICA EXTRA: SUPER-MEMÓRIA NÃO EXISTE – NÃO PARA AS PESSOAS NORMAIS

Não conte com métodos de memorização. NÃO CONTE COM MÉTODOS DE MEMORIZAÇÃO. Eu já te falei para NÃO CONTAR COM MÉTODOS DE MEMORIZAÇÃO?

Eu sei que a ideia de decorar muito em pouco tempo é tentadora. Eu mesma sei usar métodos mnemônicos de memorização e eles são super úteis para números de telefone e documentos, placas de carro, linhas de ônibus. Mas jamais consegui usar no meu trabalho. Porque o processo de venda de produtos de investimento, ou seja, a relação financeira mediada por seres humanos, não é exata como o número do CPF do meu pai!

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 Para algumas pessoas, uma técnica de memorização pode até funcionar para um ou outro conceito até o dia da prova. Para outras, nem isso! Mas, para ambas, provavelmente chegará o dia em que o telefone irá tocar e a pergunta do outro lado vai fazer pensar “hummm… dividendos… lembro… PIBB, espera, tinha uma musiquinha pra PIBB… mas não lembro exatamente o que eles eram…” – NÃO SEJA ESSA PESSOA! Não conte com métodos de memorização, porque eles podem roubar alguns dos seus pontos na prova de CPA-10 e, no extremo, a sua credibilidade profissional!

Pronto, desabafei!

Se você chegou até este ponto, quero te PARABENIZAR! Provavelmente, o CPA-10 não é uma aventura na sua vida! Você está realmente interessado em ir além do que é esperado de você e chegar muito mais longe!

Estas DICAS que compartilhei aqui foram construídas ao longo de 12 anos treinando gerentes para alinhar a teoria do mercado financeiro à prática da venda do produto ao investidor, de maneira transparente, ética e com qualidade. Tenha certeza de que, seguindo as 6 dicas que demos aqui, você estará mais preparado para a prova e para a sua atuação profissional! Conte sempre com a nossa ajuda para fazer a sua carreira chegar muito mais longe e para que você seja um profissional EXTRAORDINÁRIO!

Você viu o passo-a-passo para se inscrever no exame de CPA-10 que eu publiquei aqui?

Se você gostou deste conteúdo, inscreva-se na nossa lista e receba sempre os nossos conteúdos relacionados a mercado financeiro, exames de certificação e dicas de estudo para que seu aprendizado seja mais profundo e duradouro!

Por hoje é só, pessoal!

Bons estudos!